segunda-feira, 26 de junho de 2017

LULA É CITADO 68 VEZES NA SENTENÇA QUE CONDENOU PALOCCI


Mesmo não sendo réu na ação penal que condenou Antonio Palocci a 12 anos de cadeia, o nome do ex-presidente Lula é citado 68 vezes na sentença do ex-ministro, seja em trechos destacados pelo juiz Sergio Moro ou nas transcrições dos depoimentos que foram usados como provas para estipular as penas de cada réu. O ex-presidente da República deverá conhecer nos próximos sua primeira sentença na Lava-Jato, no caso da compra do tríplex no Guarujá.

Em um dos trechos da sentença, o juiz Moro, ao analisar o conteúdo de e-mails, cuida de identificar o personagem “italiano”, que tinha influência junto ao presidente Lula. “Percebe-se ainda que “Italiano” é a pessoa com acesso ao então Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o que é também o caso de Antônio Palocci Filho”, escreve o juiz. “Chama ainda a atenção a referência de que, apesar do veto, seriam cogitadas alternativas junto ao então Presidente, “tributárias e ou com a Petrobrás”, para compensar o Grupo Odebrecht, prova da intenção de solicitação de contrapartida ilegal em favor dele por parte do Governo Federal”, diz o texto.

O juiz Moro faz nova referência a Lula ao trascrever depoimento do executivo Pedro Novis, da Odebrecht. “(Novis) admitiu que tratou com Antônio Palocci Filho de doações de recursos não-contabilizados para as campanhas eleitorais do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2002 e 2006”. Ainda citando Novis, o juiz destaca trecho do depoimento no qual o executivo identifica outro personagem ligado a Lula: “Em indagação da Defesa de Antônio Palocci Filho acerca da mensagem eletrônica do item 317, na qual figura como destinatário, (Novis)esclareceu que “Seminarista” era o codinome de Gilberto Carvalho, então chefe de gabinete do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e que “Ital” era Antônio Palocci Filho”.

Em seguida, a sentença faz menção ao codinome do presidente Lula nas planilhas de distribuição de propina da Odebrecht: “A planilha retrataria um conta corrente informal entre o Grupo Odebrecht e agentes do Partido dos Trabalhadores, especificamente “Italiano” que seria Antônio Palocci Filho, “Pós Itália” que seria Guido Mantega e “Amigo” que seria o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva”.

O juiz Moro também transcreve trechos do depoimento de Marcelo Odebrecht, nos quais o executivo confirma ser Lula o “Amigo” citado nas planilhas: “Marcelo Bahia Odebrecht admitiu que a planilha “Posição Programa Especial Italiano” foi elaborada ao seu pedido e que retratava “o programa que eu tinha com o Palocci”. Todos os pagamentos ali retratados, salvo os lançados a título de “Pós-Itália” teriam sido solicitados ou autorizados por Antônio Palocci Filho. “Pós Itália” seria uma referência a Guido Mantega e “Amigo” ao ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva”, escreveu Moro.

Na sentença, o juiz destrincha os valores disponibilizados na conta corrente geral mantida entre o Grupo Odebrecht e agentes políticos do Partido dos Trabalhadores, com base nos depoimentos dos executivos da construtora. O juiz cita vários valores, como o dinheiro aplicado em eleições no Brasil e no exterior e 12 milhões de reais destinados à aquisição de um prédio para o Instituto Lula, edifício que depois foi recursado pelo ex-presidente.

Lula também aparece no capítulo da sentença destinado a explicar a atuação da marqueteira Mônica Moura, esposa de João Santana. Confrontada com a planilha Italiano, da Odebrecht, diz a sentença, Mônica “confirmou o recebimento de dezoito milhões de reais em 2008 do Grupo Odebrecht, de cinco milhões e trezentos mil reais em 2008 para campanha em El Salvador, com os valores pagos pelo Grupo Odebrecht por solicitação do ex-Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, e, mais relevante para o presente feito, que receberam em 2011 pagamentos no exterior pelo Grupo Odebrecht para quitar dívida relativa à campanha presidencial de 2010”.

O nome do ex-presidente também aparece no trecho da sentença dedicado ao ex-diretor da Petrobras Renato Duque. Primeiro, a informação de que o então tesoureiro João Vaccari Neto começou a atividade de arrecadação de dinheiro para o PT em 2007, por indicação do então presidente Lula. O juiz lembra ainda que Duque disse que os valores destinados ao PT iriam para José Dirceu e para o ex-presidente Lula, sendo uma parcela administrada por Palocci. Na sentença, o juiz destaca três encontros que Duque diz ter tido com o ex-presidente Lula após sua saída da Petrobras, em 2012, encontros esses que Lula nega.

MORO CONDENA PALOCCI A DOZE ANOS DE PRISÃO NA LAVA JATO


O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato em 1ª instância, condenou, na manhã desta segunda-feira, o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci Filho a doze anos de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

A decisão foi proferida em um processo que envolve a atuação da Odebrecht junto a Petrobras, favorecida em troca de repasses de propina ao PT. A sentença também condenou o empresário Marcelo Odebrecht, o ex-tesoureiro do PT João Vaccari, os marqueteiros João Santana e Mônica Moura, ex-diretores da Petrobras e ex-executivos do grupo Odebrecht.

Na sentença, Moro ressalta que Palocci foi considerado sem antecedentes, uma vez que ainda não foi condenado em outros processos a que é acusado. O juiz ressalta, no entanto, que deve ser considerado negativamente o fato dos valores desviados terem envolvido pagamentos de serviços em campanhas eleitorais. “A contaminação com recursos do crime do processo político democrático é o elemento mais reprovável do esquema criminoso da Petrobras”, escreveu na sentença o magistrado.

De acordo com as delações do grupo Odebrecht, que o juiz avalia terem sido corroboradas por provas, o ex-ministro interferiu nas decisões do governo federal em favor da empresa, em troca de recursos para as campanhas do PT. Seria ele o “Italiano”, codinome ao qual são associados repasses de valores nas planilhas encontradas pela Polícia Federal durante ações na empresa, nas casas e escritórios de executivos.

Nas suas alegações finais, Palocci negou as acusações e pediu a absolvição. Ele está preso preventivamente desde setembro de 2016 e continuará detido após a condenação, mesmo que recorra da decisão. O tempo cumprido agora será debitado da pena que lhe for imputada ao final do processo. O ex-ministro negocia acordo de delação premiada, com a expectativa de que possa comprometer ainda mais a situação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), cujo processo entra agora no radar de Moro, uma vez que também já foram cumpridas todas as etapas processuais, faltando a sentença.

domingo, 25 de junho de 2017

Armarinho São João 70 anos Alagoinhas Ba



https://www.youtube.com/watch?v=2YMDsZUNvvI&feature=youtu.be&t=10

GLEISI HOFFMANN USA TOM AMEAÇADOR CONTRA MORO E DALLAGNOL E PODE SE DAR MAL


Da Redação - 25/06/2017

A senadora e presidente do Partido dos Trabalhadores, #Gleisi Hoffmann, teve uma atitude de grande ódio nesta quarta-feira (21), ao subir na tribuna. Ela acusou o juiz federal Sérgio #Moro e o procurador da República Deltan Dallagnol de usarem estratégias para ferrarem o povo brasileiro. Além disso, acusou os dois de usarem o processo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ganharem dinheiro com palestras, que segundo ela, variam de R$ 30 mil a R$ 40 mil.

Essa atitude da senadora pode trazer grandes problemas para ela. Ela e seu marido, Paulo Bernardo, foram acusados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

Eles podem ter sidos beneficiados com cerca de R$ 1 milhão desviados da Petrobras.

A denúncia da PGR aponta que o ex-diretor de Abastecimento da estatal petrolífera, Paulo Roberto Costa, teria liberado recursos para o casal em troca de apoio para permanecer no cargo.

A senadora esqueceu desses fatos e decidiu fazer duras críticas aos trabalhos do juiz Sérgio Moro.

Gleisi passou dos limites e chamou o processo da Lava Jato de “safadeza”. Depois, em tom ameaçador, mandou um recado para o juiz e o procurador Deltan. A senadora acusou eles de ganharem dinheiro em cima dos processos da Lava Jato. Segundo ela, Moro e Dallagnol estão agindo vergonhosamente ao cobrarem por palestras contando coisas que não têm provas. “Tenham decência”, disse ela.

Desrespeito ao juiz

A senadora continuou a falar enlouquecida e mandou um aviso ao magistrado.

Ela foi enfática e disse que se Moro condenar Lula, os aliados do ex-presidente não vão aceitar isso. “Uma eleição sem Lula é fraude”, disse ela.

Na visão da presidente do #PT, se Moro condenar Lula, isso será uma decisão política para impedir que o ex-presidente se candidate à Presidência da República. Ela deixou claro que não irá ficar quieta e que iria denunciar ao mundo todo esse tipo de fraude eleitoral.

Para Gleisi, impedir a candidatura de Lula é “ferrar” o povo brasileiro.

Sérgio Moro

O juiz Sérgio Moro foi procurado para comentar as ofensas da senadora. Moro “diminuiu” Gleisi e disse que não cabia responder as acusações de pessoas que são réus por crimes de corrupção. Na verdade, o juiz parece ter ignorado as afirmações de Gleisi Hoffmann, que para o magistrado, são apenas desesperos de quem não está condizente com a Lei.

Gleisi se dedicou a defender Lula e pode não se sair bem dessa.

ALUNO QUE HUMILHOU PROFESSORA VAI RESPONDER CRIMINALMENTE PELOS SEUS ATOS


O caso do “aluno que sentou no colo do namorado dentro da sala de aula” teve repercussão nas redes sociais por conta de um vídeo gravado pelo próprio estudante. O jovem, que é homossexual, aparecia chamando a diretora do colégio de homofóbica após ela pedir para que ele não ficasse no colo do namorado dentro da sala de aula.

O caso ocorreu na Escola Aida Cortez Ramalho Pereira, em Mossoró, na região Oeste do Rio Grande do Norte. O aluno em questão se chama Ricardo Silva, tem 18 anos, e está no terceiro ano do ensino médio.

Diferente do que pensa Ricardo, a sala de aula não é local para se comportar como bem entender, como por exemplo sentar no colo do namorado. Diante do comportamento inadequado para o ambiente, a diretora chamou sua atenção e foi ofendida pelo mesmo, que a acusou de estar sendo homofóbica.

No vídeo, Ricardo diz: “Eu estou aqui sentado no colo do meu namorado e a diretora quer me tirar do colo do meu namorado”.

Após o caso, a diretora, que também é professora na mesma escola, procurou um promotor especialista em educação. “Queria que ele entendesse a gravidade da situação. Algo tem que ser feito”, disse ela para o site G1.

O caso acabou parando na delegacia e o rapaz irá responder criminalmente por ter acusado sua professora, e diretora da escola, de forma caluniosa e indevida.

Veja a explicação do delegado do caso no vídeo abaixo: https://www.facebook.com/rnmaisoficial/videos/254493421697602/

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Gleisi Hoffmann usa tom ameaçador contra Moro e Dallagnol e pode se dar mal

Gleisi ofende juiz e procurador
A senadora e presidente do Partido dos Trabalhadores, #Gleisi Hoffmann, teve uma atitude de grande ódio nesta quarta-feira (21), ao subir na tribuna. Ela acusou o juiz federal Sérgio #Moro e o procurador da República Deltan Dallagnol de usarem estratégias para ferrarem o povo brasileiro. Além disso, acusou os dois de usarem o processo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ganharem dinheiro com palestras, que segundo ela, variam de R$ 30 mil a R$ 40 mil.

Essa atitude da senadora pode trazer grandes problemas para ela. Ela e seu marido, Paulo Bernardo, foram acusados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

Brasil espera condenação de Lula | Marco Antonio Villa



21 DE JUNHO DE 2017

Villa diz que “o Brasil espera a condenação de Lula”, mas isso é pouco: é preciso que Lula esteja PRESO Parte dos formadores de opinião de direita, centro e esquerda moderada estão cometendo um grave erro em relação às expectativas a respeito da possível condenação de Lula. Essencialmente, muitos estão depositando expectativas excessivas na condenação, quando isso é muito pouco.

Como se sabe, as alegações finais já foram apresentadas. Agora a bola está com o juiz Sérgio Moro, que pode condená-lo a qualquer momento.

Em vídeo abaixo, Marco Antonio Villa diz que todo o Brasil espera a condenação de Lula, definido pelo jornalista como o “criminoso da Av. Prestes Maia”.

Villa lembra que assim que a sentença for para Porto Alegre (talvez só no ano que vem, meses após a possível condenação dada por Moro), Lula deve ir para a cadeia. Mas deveríamos exigir que ele fosse para a cadeia preventivamente, assim como já aconteceu com vários peixes pequenos na Lava Jato.

Veja o vídeo acima.

https://lucianoayan.com/2017/06/21/villa-diz-que-o-brasil-espera-a-condenacao-de-lula-mas-isso-e-pouco-e-preciso-que-lula-esteja-preso/