terça-feira, 17 de janeiro de 2017

‘NÃO ESTAMOS TÃO LIVRES’ DE REBELIÕES NA BAHIA, DIZ COORDENADOR DA PASTORAL CARCERÁRIA

Foto: Divulgação / Polícia Civil
Não estamos tão livres’ de rebeliões na Bahia, diz coordenador da Pastoral Carcerária

Na contramão das rebeliões mortíferas que ebulem por presídios em várias regiões do país e culminaram na morte de 142 pessoas, a situação no sistema carcerário baiano é ‘tranquila’, na avaliação do secretário estadual de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), Nestor Duarte (veja aqui).

Entretanto, para o coordenador estadual da Pastoral Carcerária, Francisco Franco, o cenário está longe da calmaria pregada pelo titular da Seap. Na avaliação dele, que dirige uma das maiores organizações civis com atuação nos presídios do país, a Bahia pode estar próxima de assistir a um massacre como o registrado em outras unidades penais brasileiras. “A situação aqui não se discerne muito do que acontece do Brasil. Não podemos concordar com o que o secretário disse, mas também não podemos aterrorizar. Entretanto, todos os presídios estão superlotados.

Talvez não tenhamos as mesmas facções, mas não estaríamos tão livres”, afirmou Franco, em entrevista ao Bahia Notícias. De acordo com o dirigente da entidade, as situações mais graves são registradas nos presídios de Itabuna, Eunápolis e Feira de Santana – este conjunto penal registrou uma rebelião que deixou nove pessoas mortas em 2015. O coordenador, no entanto, não coloca os problemas vividos pelo sistema penal baiano apenas na conta da Seap.

Para ele, o Judiciário tem maior parcela de culpa na crise, principalmente por adotar métodos que, na sua opinião, não são efetivos na recuperação dos presos. “Esse sistema encarcera todo mundo e há morosidade muito grande no julgamento dos processos. Há falta de aplicabilidade de outros métodos punitivos, como a Justiça Restaurativa, outras penas restaurativas, uso de tornozeleira eletrônica, que para o pobre nunca se vê, mas é usada para políticos presos”, criticou. Franco elencou também a alta quantidade de presos provisórios – a Bahia é o terceiro estado com maior número de encarcerados nesta situação: 62,84%, segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) – como fator para a situação delicada no sistema penal baiano.

“São mais de 60% de presos sem Justiça. Presos que possuem uma condenação tácita, passam dois anos, três anos como presos provisórios, sem condenação. São colocadas em módulos misturados, de pessoas que respondem processos longos e precisam obedecer aos que já estão lá por questão de sobrevivência”, disse. O coordenador da Pastoral Carcerária minimizou também a efetividade da terceirização de unidades prisionais baianas. Para ele, o regime de cogestão “não fortalece” o combate ao crime. O estado possui, atualmente, sete unidades prisionais administradas parcialmente pela iniciativa privada (clique aqui e entenda).

Assim como no resto da Bahia, onde há superpopulação carcerária, estes presídios possuem 3.721 vagas ocupadas por 4.136 detentos, um déficit de aproximadamente 10%. Em todo o estado, são 16.005 pessoas presas atualmente para uma quantidade de vagas de 12.964, o que aponta déficit de 3.041 vagas.

Para agravar a situação de uma unidade da federação com sistema deficitário como este, a Bahia também não possui fundo penitenciário (relembre). Por isso, só vai poder receber R$ 44 milhões em recursos do governo federal quando o governador Rui Costa enviar à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) um projeto para criação do Funpen. O montante, disponibilizado para construção de penitenciárias e modernização do sistema prisional, só deve chegar aos cofres baianos entre fevereiro e março, segundo a Seap.

Enquanto o secretário Nestor Duarte fala em “tranquilidade”, 47 presos fugiram de delegacias e presídios nas últimas 72 horas no estado. A última fuga foi registrada na noite deste domingo (15), em Jequié (leia aqui).

domingo, 15 de janeiro de 2017

Por que não sou feminista? Jovem surpreende as redes com resposta clara

Brittany. Foto: Captura Youtube

WASHINGTON DC, 12 Jan. 17  (ACI).- “Esta ideologia é completamente tóxica. São mentiras”. Assim Brittany, uma jovem blogueira que vive na Califórnia (Estados Unidos), descreve o feminismo em um vídeo que viralizou nas redes sociais, intitulado “Por que não sou feminista?”.

Em seu vídeo, legendado ao espanhol pelo canal do YouTube ‘La Contra TV’, a jovem norte-americana assegura que sua primeira razão para não ser feminista “seria que me nego a ser uma vítima e o feminismo é uma forma moderna de vitimismo”.

Ironicamente, Brittany se define como “membro feminino do patriarcado” e “pró-senso comum”.

“Basicamente, as feministas pensam que as mulheres são oprimidas, mas não há nenhum patriarcado invisível que nos mantém submetidas, nem os homens têm reuniões supersecretas para conspirar contra nós”.

Para Brittany, “se de verdade houvesse um patriarcado, estaria sendo fatal”.

A jovem critica também que “há um montão de feministas que dizem que as mulheres são fortes, independentes, que somos o máximo, e também poderosas e tão incríveis quanto os homens. Mas, ao mesmo tempo, querem que nos proteja de qualquer tipo de crítica, qualquer tipo de insulto que elas acreditem que seja inapropriado”.

As feministas, assinala, “dizem que querem fazer ouvir a voz das mulheres, mas a única coisa que querem fazer ouvir é uma determinada ideologia de esquerda feminista”.

“Se você é uma mulher de ideias conservadoras, vão querer que você feche a boca maldita. Não lhes importa a sua opinião, não lhes importa a sua voz, não lhes importa a opinião das mulheres de verdade, somente lhes importa a voz de certas mulheres, mulheres normalmente de esquerda”.

A “explosão” das delações que mostrarão ao Brasil o “verdadeiro” Lula


Posted on 14 de janeiro de 2017 by CristalVox
EDUARDO CUNHA (NAVIOS SONDA): O ex-deputado Eduardo Cunha pode detalhar o que fez com os US$ 5 milhões que ganhou na compra de navios-sonda pela Petrobras; 

LÉO PINHEIRO (TRÍPLEX NO GUARUJÁ): Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, pode contar como foi o negócio que fez com Lula no caso do triplex do Guarujá; 

OTÁVIO MARQUES DE AZEVEDO (O RECALL DA ANDRADE): O ex-presidente da Andrade Gutierrez, Otávio Marques de Azevedo, pode explicar como foram as propinas de obras no Rodoanel; 

ANTONIO PALOCCI (O CAIXA): O ex-ministro Antonio Palocci pode falar sobre a contabilidade do dinheiro que recebia da Odebrecht e repassava para o PT e especialmente para Lula. Conteúdo Isto É, assinado pelo jornalista Aguirre Talento.

O Supremo Tribunal Federal (STF) já está se preparando para receber uma nova leva de delações premiadas. O ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, o ex-ministro Antonio Palocci, e o ex-deputado Eduardo Cunha devem fazer delações e apavoram o ex-presidente Lula, que já é réu em cinco ações penais. Léo Pinheiro deve dar mais detalhes de como financiou bens privados de Lula, como o triplex do Guarujá. Já o ex-ministro Palocci deve contar sobre como ajudou a transferir para o ex-presidente dinheiro de propina que lhe foi repassado pela Odebrecht.

O ex-deputado Eduardo Cunha também assusta Lula, porque foi durante o governo petista que ele atuou em negócios com a Petrobras que lhe renderam milhões de reais em propinas, como na compra na Coréia de navios-sondas da Samsung. Nesses negócios, em 2008, Cunha ganhou mais de US$ 5 milhões em propinas, que acabaram depositadas na Suíça. Mas Cunha pode encrencar também seus amigos do PMDB, sobretudo ministros do governo Michel Temer, como o Moreira Franco (da secretaria de privatizações) e Eliseu Padilha (Casa Civil).

Além dessas explosivas delações, há também o recall que a delação dos 77 executivos da Odebrecht deve provocar. Juízes da equipe do ministro do STF, Teori Zawascki, que analisam os depoimentos de executivos da Odebrecht, constataram que será necessário que alguns delatores de outras empreiteiras, como da Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa, voltem a prestar novos depoimentos, para esclarecer fatos que vieram à público agora. Houve executivo que mentiu ou omitiu coisas agora reveladas pela Odebrecht.

Com a assinatura do acordo de delação premiada da Odebrecht e sua provável homologação pelo STF após a volta do recesso do Judiciário, os investigadores da Lava Jato vão se deparar com uma demanda reprimida de antigas e novas delações. No primeiro caso, delatores que não revelaram tudo que sabiam vão ter que prestar novos esclarecimentos sobre fatos omitidos em seus depoimentos e que podem lhe render problemas perante a Justiça. Em tese, essa omissão poderia significar o rompimento da delação, provocando a perda dos benefícios do acordo. Além desses, novos colaboradores em negociação com o Ministério Público Federal devem ajudar a desvendar as peças do quebra-cabeças de corrupção sistêmica que se apossou da Petrobras e outros órgãos públicos durante a gestão petista.

A expectativa dentro da Lava Jato é que executivos de duas empreiteiras, a Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa, façam os chamados “recall” em suas delações, porque os investigadores descobriram indícios de crimes que seus executivos não haviam contado anteriormente. Isso aconteceu principalmente por meio de novas delações premiadas. No caso da Andrade, o ex-presidente da empresa, Otávio Marques de Azevedo, deve prestar novo depoimento. Os procuradores querem saber detalhes de irregularidades em obras da gestão tucana de Minas Gerais, enquanto a Camargo deve contar fatos relacionados à construção do Rodoanel em São Paulo. Esses depoimentos ainda estão sob negociação com os procuradores, que querem uma justificativa factível para a omissão desses fatos, para definir se romperão os acordos ou se podem mantê-los.

Também o ex-senador Delcídio do Amaral (ex-PT-MS), que foi preso pela Lava Jato em novembro de 2015 e pouco tempo depois assinou uma delação, deve ser colocado contra a parede para esclarecer fatos que não revelou. Isso porque a delação da Odebrecht trouxe a público relatos de pagamentos de propina a Delcídio em troca da obtenção de sua ajuda na aprovação de medidas no Congresso Nacional que eram de interesse da empreiteira. Nada disso havia sido contado por Delcídio em sua delação, o que pode complicar a sua situação, já que o ex-senador só deixou a prisão depois de ter assinado o acordo. Hoje, ele vive uma espécie de retiro em sua fazenda, no interior do Mato Grosso do Sul.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Lula sente na pele o peso da hostilização num evento de militantes de esquerda


Tudo estava preparado para que Lula fosse festejado, mas algo não deu certo e no 33.º Congresso da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), em Brasília, nesta quinta-feira (12) um grupo de militantes da Central Sindical e Popular-Conlutas (CSP), hostilizou o ex-presidente.

Aos gritos de ‘Fora Temer, fora todos’ e ‘Lula não nos representa’, o grupo virou as costas quando Lula começou a falar.

A situação que se apresentou foi totalmente inesperada. Lula achincalhado num ambiente absolutamente ‘familiar’, onde, em tese, só deveria ter militantes pró o ex-presidente.

A conclusão é de que o Lula já não é unanimidade nem entre os mais ardorosos petistas.

Lula ficou visivelmente abatido diante do ocorrido.


quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Com sérios problemas judiciais, Renan pede a Temer o comando da Polícia Federal

Presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL)
O presidente do Senado, Renan Calheiros, busca formas para não perder regalias do governo e ser 'superior hierárquico' da Polícia Federal.  

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), está mostrando que não ficará satisfeito com a perca de poder, pois em fevereiro ele já será substituído de seu cargo. Agora, ele está pressionando o presidente da República, Michel Temer, a nomeá-lo ministro de algum seguimento.

Ao perder o poder do Senado, #Renan Calheiros ficaria impossibilitado em usar aviões da Força Aérea Brasileira (FAB), mas caso consiga uma posição de ministro, os jatos e aviões federais continuarão a obedecer as ordens de Renan. Os peemedebistas demonstram que não querem que Renan fique como líder da bancada no Senado Federal.

Informações apontam que o interesse de Renan é se tornar ministro da Justiça, pois, com isso, ele iria comandar toda a Polícia Federal. Michel Temer também foi pressionado com mais um pedido: Renan não quer ocupar ministérios de pouca irrelevância, nada de "segunda classe", seu interesse é ser um ministro de "primeira linha" no governo federal.

Se o presidente Michel Temer acolher os pedidos de Calheiros, a Polícia Federal que investiga cerca de 12 inquéritos contra o presidente do Senado, ficará sob "escolta" de Renan. Michel Temer também poderá ser alvo de protesto no Congresso Nacional.

Eleições da Câmara dos Deputados

Além de se preocupar com um novo cargo para ministro do governo, Renan também está ajudando na reeleição de Rodrigo Maia (DEM) na Câmara dos Deputados. Neste último fim de semana, Renan recebeu Maia e deputados para um almoço, na qual aproveitou para homenagear o trabalho do presidente da Câmara.

Maia também busca apoio em partidos de esquerda, como o Partido dos Trabalhadores (PT) e Partido Comunista do Brasil (PCdoB). Essa atitude fez com que internautas dissessem nas redes sociais que Rodrigo Maia estaria buscando um pacto "com o diabo". O deputado Pauderney Avelino, do Democratas, respondeu internautas dizendo que o DEM é um partido que todos podem confiar e devem ficar calmos, pois o partido não iria mudar a posição política e trabalhar de forma esquerdista.

Renan Calheiros quer assumir o Ministério da Justiça e acabar com a Lava Jato

Renan Calheiros não quer nem ouvir falar em distância do poder a partir do dia 1º de fevereiro, quando será substituído na presidência do Senado. Sem o cargo e a prerrogativa de usar aviões da FAB (Força Aérea Brasileira), Renan não quer encarar cidadãos indignados em voos de carreira. Senadores do PMDB não o querem líder da bancada, e ele pressiona o presidente Michel Temer a nomeá-lo ministro, com direito a usar jatinhos oficiais para se deslocar. A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Segundo o jornalista, Renan estaria de olho no desgaste do atual Ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, e sinalizou ao Palácio do Planalto que adoraria voltar a ser ministro da pasta.

Caso consiga o cargo de ministro da Justiça, Renan será superior hierárquico da Polícia Federal, que o investiga em 12 inquéritos, além de claro, da Operação Lava Jato.

sábado, 7 de janeiro de 2017

32 milhões de internautas seguem o Papa Francisco no Twitter

Por Miguel Pérez Pichel

VATICANO, 07 Jan. 17 (ACI).- Já são mais de 32 milhões de pessoas que seguem o Papa Francisco através da sua conta de Twitter, @Pontifex, que completou 4 anos no dia 12 de dezembro.

Estes 32 milhões são o total dos seguidores das contas do Santo Padre em diferentes idiomas. Neste sentido, a conta do Santo Padre com mais seguidores é a do idioma espanhol (@Pontifex_es), com 12,5 milhões de usuários, ou seja, quatro de cada dez seguidores do total.

As seguintes contas do Santo Padre mais populares são em inglês, com 10,2 milhões de usuários, e italiano com 4,1 milhões de seguidores. A conta do Papa em português (@Pontifex_pt) possui 2,45 milhões de seguidores. Como curiosidade, cabe assinalar que a conta em latim tem 738.000 seguidores.

A atividade do Papa Francisco na rede social dos 140 caracteres é feita através de 9 contas em nove idiomas distintos: espanhol, inglês, italiano, francês, português, alemão, polonês, árabe e latim.

A conta do Papa @Pontifex foi inaugurada em dezembro de 2012, durante o pontificado de Bento XVI. Em outubro de 2013, menos de um ano depois, já tinha 10 milhões de seguidores.

Pouco depois da sua eleição como Pontífice, o Papa Francisco assumiu o perfil do seu predecessor e lhe deu um novo impulso. Seu primeiro tuíte depois de sua eleição foi: “Queridos amigos, agradeço-lhes de coração e lhes peço que continuem a rezar por mim”.