sábado, 18 de fevereiro de 2017

Pânico entre militância petista e polêmica

Imagem: Montagem / Política na Rede


Capa da IstoÉ com grave denúncia contra Lula espalha pânico entre militância petista e desperta polêmica. 

A revista IstoÉ deste fim de semana traz uma grave denúncia contra o ex-presidente Lula. A imagem da capa, compartilhada nas redes sociais, está causando pânico entre os militantes de esquerda, que buscam narrativas alternativas e tentam desqualificar o denunciante.

Veja a capa da revista:
Leia abaixo a reportagem:

O personagem que estampa a capa desta edição de ISTOÉ chama-se Davincci Lourenço de Almeida. Entre 2011 e 2012, ele privou da intimidade da cúpula de uma das maiores empreiteiras do País, a Camargo Corrêa. Participou de reuniões com a presença do então presidente da construtora, Dalton Avancini, acompanhou de perto o cotidiano da família no resort da empresa em Itirapina (SP) e chegou até fixar residência na fazenda da empreiteira situada no interior paulista. A estreitíssima relação fez com que Davincci, um químico sem formação superior, fosse destacado por diretores da Camargo para missões especiais. Em entrevista à ISTOÉ, concedida na última semana, Davincci Lourenço de Almeida narrou a mais delicada das tarefas as quais ficou encarregado de assumir em nome de acionistas da Camargo Corrêa: o transporte de uma mala de dinheiro destinada ao ex-presidente Lula. “Levei uma mala de dólares para Lula”, afirmou à IstoÉ. É a primeira vez que uma testemunha ligada à empreiteira reconhece ter servido de ponte para pagamento de propina ao ex-presidente.

Assista vídeo

Ele não soube precisar valores, mas contou que o dinheiro foi conduzido por ele no início de fevereiro de 2012 do hangar da Camargo Corrêa em São Carlos (SP) até a sede da Morro Vermelho Táxi Aéreo em Congonhas, também de propriedade da empreiteira. Segundo o relato, a mala foi entregue por Davincci nas mãos de um funcionário da Morro Vermelho, William Steinmeyer, o “Wilinha”, a quem coube efetuar o repasse ao petista.

“O dinheiro estava dentro de um saco, na mala. Deixei o saco com o dinheiro, mas a mala está comigo até hoje”, disse. Dias depois, acrescentou ele à IstoÉ, Lula foi ao local buscar a encomenda, acompanhado por um segurança. “Lula ficou de ajudar fechar um contrato com a Petrobras. Um negócio de R$ 100 milhões”, disse Davincci de Almeida. A atmosfera lúdica do desembarque de Lula na Morro Vermelho encorajou funcionários e até diretores da empresa a posarem para selfies com o ex-presidente. De acordo com Davincci, depois que o petista saiu com o pacote de dinheiro, os retratos foram pendurados nas paredes do hangar. As imagens, porém, foram retiradas do local preventivamente em setembro de 2015, quando a Operação Lava Jato já fechava o cerco sobre a empreiteira. Na entrevista à ISTOÉ, Davincci diz que o transporte dos dólares ao ex-presidente não foi filho único. Ele também foi escalado para entregar malas forradas de dinheiro a funcionários da Petrobras. Os pagamentos, segundo ele, tiveram a chancela de Rosana Camargo de Arruda Botelho, herdeira do grupo Camargo Corrêa. “O Fernando me dizia que a “baixinha”, como ele chamava Rosana Camargo, sabia de tudo”, disse Davincci.

A imersão de Davincci no submundo dos negócios, não raro, nada republicanos tocados pela Camargo Corrêa foi obra de Fernando de Arruda Botelho, acionista da empreiteira morto há cinco anos num desastre aéreo. Em 2011, Davincci havia virado sócio e uma espécie de faz-tudo de Botelho. A sintonia era tamanha que os dois tocavam de ouvido. Foi Botelho quem lhe disse que a mala que carregava teria como destino final o ex-presidente Lula: “A ordem do Fernando Botelho era entregar para o presidente. Ele chamava de presidente, embora fosse ex”. Numa espécie de empatia à primeira vista, os dois se aproximaram quando Arruda Botelho se encantou com uma invenção de Davincci Lourenço de Almeida: um produto revolucionário para limpeza de aviões, o UV30. O componente proporciona economias fantásticas para o setor aéreo. “Com apenas cinco litros é possível limpar tão bem um Boeing a ponto de a aeronave parecer nova em folha. Convencionalmente, para fazer o mesmo serviço, é necessário mais de 30 mil litros de água”, afirmou Davincci.

Interessado no produto químico inventado por Davincci, o UV30, Botelho abriu com ele uma empresa de capital aberto, a Demoiselle Indústria e Comércio de Produtos Sustentáveis Ltda. Na sociedade, as cotas ficaram distribuídas da seguinte forma: 25% para Fernando de Arruda Botelho, 25% para Rosana Camargo de Arruda Botelho, herdeira do grupo Camargo Corrêa, 25% para Davincci de Almeida e 25% para Alberto Brunetti, parceiro do químico desde os primórdios do UV30. Pelo combinado no fio do bigode, o casal Fernando e Rosana entraria com o dinheiro. Davincci e Alberto, com o produto. Em janeiro de 2012, a Camargo Corrêa lhe propôs o encerramento da empresa. Simultaneamente, a construtora, segundo a testemunha, fez um depósito de US$ 200 milhões nos Estados Unidos, no Bank of América, em nome da Demoiselle. O dinheiro tinha por objetivo promover o produto no exterior e fechar parcerias com a Vale Fertilizantes, Alcoa, CCR, e outras empresas interessadas na expansão do negócio. A operação intrigou Davincci. Mas o pior ainda estaria por vir.

Leia na íntegra AQUI.


quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Pesquisa que aponta liderança de Lula é mero ‘trambique’

Postado dia: 16/02/2017

 A pesquisa da CNT – Confederação Nacional do Transporte sobre as Eleições 2018 acabou gerando manchetes absolutamente esquizofrênicas, Fake News mesmo!

A principal delas é sobre uma possível liderança do passista de quadrilha Luiz Inácio da Silva — vulgo ‘Lula’ — com 30,5% das intenções de voto. Esse número é um TRAMBIQUE! Explico...

Do total de 2002 entrevistados entre 08 e 11 de fevereiro em 138 municípios, 68% (1.361 pessoas) responderam efetivamente ainda não ter escolhido um candidato para 2018. Ou seja, Luiz Inácio tem 30,5% dos 32% restantes que registraram já ter um candidato.

Resumindo a ópera dos malandros: na verdade, Lula tem apenas 9,76% das intenções, com 195 pessoas afirmando que votariam no líder religioso do PT dentro de um universo de 2002 entrevistados.

O jornalismo precisa aprender a ler e interpretar pesquisas, senão a Hillary Clinton será eternamente presidente dos Estados Unidos!

Helder Caldeira

Juiza define que chamar Lula de chefe de quadrilha não é calúnia nem injúria


A juíza Eliana Cassales Tosi, da 30ª Vara Criminal de São Paulo, absolveu o apresentador e historiador Marco Antônio Villa das acusações de calúnia e injúria feitas pelo ex-presidente Lula.

Lula entrou com a ação depois que Villa fez um comentário durante o Jornal da Cultura, se referindo ao petista como “chefe de quadrilha” e mentor de esquemas de propina dentro do Poder Público, se referindo à informações do processo do mensalão.

A juíza absolveu Villa, e explicou que suas falas, mesmo tendo certo “conteúdo ofensivo”, não extrapolam a opinião e a crítica à atuação política de Lula enquanto administrador público.“As pessoas públicas estão mais sujeitas a críticas e opiniões do público, inerentes e inevitáveis em um regime democrático”, disse.

“Chega-se à conclusão de que as expressões utilizadas pelo querelado, ainda que veementes e mordazes, também não são aptas à tipificação de dois crimes de injúria”, completou Eliana.

A juíza tem toda a razão. Criticar políticos é inerente à democracia e deve ser incentivado inclusive. Lula e sua turma se incomodam com isso simplesmente porque são contra a democracia.

15 DE FEVEREIRO DE 2017

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Justiça suspende pensão vitalícia de ex-governador petista

A pensão vitalícia concedida a ex-governadores da Bahia foi suspensa nesta segunda-feira (13) por determinação da Justiça. A informação é da Folha de S. Paulo.

O benefício foi aprovado pela Assembleia Legislativa da Bahia em novembro de 2014, dias antes do ex-governador Jaques Wagner (PT) deixar o cargo. O valor da pensão é de R$ 22,4 mil, equivalente ao salário do governador.

A decisão, em caráter liminar, foi tomada no âmbito de uma ação popular movida por Fábio Brito, coordenador da Associação de Policiais e Bombeiros do Estado da Bahia.

Bispos refletem sobre o pentecostalismo e o neopentecostalismos


15 Fevereiro, 2017 by 

“É verdade, que muitas das ditas ´experiências do Espírito Santo´ são ambíguas e necessitam do discernimento dos espíritos”, afirma dom Biasin.

Os membros do Conselho Episcopal Pastoral da CNBB, reunidos em Brasília, nesta quarta-feira, 15 de fevereiro, realizam reflexão sobre o pentecostalismo e neopentecostalismo no Brasil. Os bispos seguem estudo iniciado na tarde da terça-feira, 14 de fevereiro. Dom Francisco Biasin, presidente da Comissão do Ecumenismo e Diálogo Inter-religioso, apresentou texto propositivo a respeito do tema, preparado pela Comissão que ele preside, e destacou algumas questões pastorais que precisariam ser consideradas pela Igreja em todo o Brasil.

É preciso “agilizar nossa solicitude social”, propõe o texto apresentado. “Frequentemente, a razão pela qual alguém deixa a Igreja Católica tem cunho materialista; uma promessa de ajuda material que praticamente compra, adquire a pessoa; deixando-a depois como que traída e desiludida”. Há um reconhecimento, no texto, de que os grupos pentecostais se infiltram nas comunidades justamente nas ocasiões de sofrimento, de um acidente, de uma carência extraordinária e assim por diante. “Daí, que a questão é: Por que eles se dão conta da situação, se fazem presentes… e nós não?”. Dom Biasin lembrou ocasião em que, ao falar aos bispos de Ghana, África, durante a sua visita ad limina a Roma em 1993, São João Paulo II observou que “por vezes o atrativo destes movimentos se baseia sobre seu aparente sucesso em responder às necessidades espirituais das pessoas – a carência de seus corações por algo de mais profundo, pela cura, pela consolação e proximidade com o transcendente”.

Um segundo ponto destacado no texto pede para “Fomentar pequenas comunidades e formar liderança leiga”. E registra a seguinte constatação: “temos paróquias tão grandes, em geral, que nossos fiéis não se sentem em casa, mas sim deixados de lado e abandonados; enquanto que se sentem em casa – aceitos, estimados e acolhidos – nas pequenas comunidades dos grupos pentecostais”. O texto propõe como uma possível resposta por parte da Igreja Católica incrementar o clima de família nas paróquias através de pequenas comunidades, grupos de oração, grupos juvenis e outros, investindo decididamente na formação de leigos que possam guiar tais grupos.

No texto apresentado por dom Biasin, um terceiro ponto de reflexão está em “Investir na catequese e na formação bíblica”. Essa necessidade aparece pelo fato de que grande parte das pessoas que se deixam influenciar provém de áreas rurais, são católicos ingênuos ou pessoas das periferias pobres das cidades, desprovidas de um suficiente aprofundamento na sua fé. “Devemos encontrar novas respostas a esta situação, através de maiores esforços catequéticos, preparando as pessoas ao melhor conhecimento da fé e a responder com segurança às propagandas e acusações contra a Igreja. É necessária uma melhor formação religiosa dos fiéis. Isto requer catequistas bem formados, que possam atuar como multiplicadores na educação da fé”, sublinha.

“Cultivar a espiritualidade e discernir a dimensão carismática da Igreja”, recomenda o texto. “Os pentecostais buscam uma experiência espiritual; desejam experimentar o Espírito Santo e o poder de Deus de modo imediato, aqui e agora. Neste sentido, constata-se um forte componente emocional. Em função disto, referem-se continuamente às Escrituras, apelando sobretudo às passagens do Novo Testamento que tratam dos carismas. Em contrapartida, as nossas liturgias e a nossa doutrina parecem muito secas, abstratas e intelectualizadas, como se fossem distantes da experiência humana”. Uma ressalva está colocada de forma clara no texto: “É verdade, que muitas das ditas ´experiências do Espírito Santo´ são ambíguas e necessitam do discernimento dos espíritos. Por outro lado, a Igreja católica redescobriu sua legítima preocupação sobre as manifestações do Espírito Santo: o Concílio Vaticano II reafirmou o aspecto pneumatológico-carismático da Igreja e introduziu uma renovação da dimensão carismática da Igreja”.

Por fim, dom Biasin ressaltou que “o movimento pentecostal abriu espaço dentro da Igreja Católica” e uma consequência prática desta redescoberta tem sido o movimento carismático, através do qual. “Em certo sentido, se poderia falar até mesmo de uma ´pentecostalização´ da Igreja Católica”, destaca. E finaliza:

“Disto decorrem numerosas consequências eclesiológicas, que incluem as relações entre o sacerdócio universal de todos os batizados e o sacerdócio hierárquico; entre o primado e as estruturas sinodais-colegiais da Igreja; entre os bispos, os diáconos e os presbíteros; entre os pastores e o inteiro Povo de Deus. O enfoque pneumatológico ajuda a resolver tais questões de um modo mais dinâmico e menos estático. Em outros termos: creio que há uma maneira de tomarmos em consideração algumas reivindicações legítimas do pentecostalismo na Igreja. A partir daí, conceber o diálogo católico-pentecostal como partilha de dons será algo possível e útil para o futuro da Igreja”.CNBB-1024x767

Os bispos tiveram oportunidade para dar sugestões e levantar questionamentos sobre o texto apresentado. “Não estamos refletindo isso para chegar à conclusão”, mas para avançar na reflexão sobre o tema, concluiu dom Leonardo Steiner, secretário-geral da CNBB.

O segundo dia do encontro teve início com a Santa Missa presidida pelo arcebispo de Salvador, (BA) e vice presidente da CNBB, dom Murilo Krieger e concelebrada pelo arcebispo de Brasília (DF) e presidente da CNBB, cardeal Sergio da Rocha e pelo bispo auxiliar de Brasília e secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner.

Fonte:http://www.cnbb.org.br/

LULA INDICIADO NA 6ª DENÚNCIA DA LAVA-JATO

O ex-presidente Lula deve se tornar alvo da 6ª denúncia criminal por parte do Ministério Público Federal do Paraná, no âmbito da Operação Lava Jato, nos próximos dias. Uma intrincada teia desvendada pelas investigações deve envolver o petista de forma irresistível em mais um processo em que se tornará réu pela sexta vez.

Trata-se do inquérito envolvendo o práticas criminosas do petista envolvendo o sítio em Atibaia. Várias frentes de investigações convergem para a propriedade utilizada pelo ex-presidente, logo que deixou a presidência da República em 2010.

Lula é suspeito de ter adquirido a propriedade através de laranjas e de ter recebido propina de empreiteiras de forma dissimulada, através das obras de ampliação e reforma do sítio.

No caso das benfeitorias, dois delatores já confirmaram que as mesmas foram feitas como forma de repasse de propina ao ex-presidente. Marcelo Odebrecht, da empreiteira que leva seu nome, e Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS. Os dois executivos repassaram cerca de R$ 3 milhões a Lula sob a forma de reformas, ampliações e melhorias no sítio de Atibaia, incluindo ai uma cozinha planejada, a ampliação da lagoa do sítio e a construção de uma adega para armazenar o conteúdo de dois caminhões refrigerados que Lula trouxe de Brasília repletos de bebidas.

A terceira frente de investigação está relacionada com a autuação do Instituto Lula esta semana. A entidade que leva o nome do ex-presidente foi multada em cerca de R$ 2 milhões por desvio de finalidade. A principal irregularidade identificada nas auditorias realizadas pela Receita Federal foi o pagamento de R$ 1,3 milhão, nos anos de 2013 e 2014, para a empresa G4 Entretenimento, que pertence a Fábio Luís, filho do ex-presidente; e a Fernando Bittar, dono do sítio de Atibaia.

As investigações convergem para uma conclusão bastante elementar: Lula recebeu propinas através de seu Instituto e repassou o dinheiro aos possíveis laranjas para que pudessem comprar a propriedade em Atibaia.

Ao que tudo indica, o Ministério Público no Paraná já possui um vasto arsenal probatório para oferecer a denúncia contra Lula. A homologação do acordo de delação da Odebrecht, previsto para fevereiro, pode ser o último fator a ser confirmado, antes do oferecimento da sexta denúncia criminal contra o petista.

http://redebrasildeativismo.com.br/aconteceu/reu-pela-6a-vez-lula-esta-cada-vez-mais-proximo-de-se-mudar-para-curitiba/ 

Postado por "Política sem medo"

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

SACERDOTES NEGROS NOS TEMPOS DA ESCRAVIDÃO: CONTA ESSA PRO SEU PROFESSOR MENTIROSO

Postado por A Catequista
Sabe aquele seu professor que diz que a Igreja Católica, na época da escravidão no Brasil, pregava que os negros não tinham alma? Aposto que ele vai ficar boladão se você perguntar a ele sobre os padres e bispos negros, que foram ordenados entre os séculos XVI e XIX. 

O PRÍNCIPE BISPO Mvemba Nzinga (Afonso I do Congo) era um rei católico. Ele marcou a história do Congo com o primeiro governante a denunciar o tráfico de escravos negros, que era feito com a autorização da Coroa Portuguesa. Além disso, foi responsável pela implementação de um sistema educativo moderno (voltado para meninos e meninas), além de ter trazido diversos avanços para o país. 

Quando o príncipe Henrique tinha 14 ou 15 anos, Mvemba Nzinga o enviou a Lisboa, onde estudaria para ser padre. O Rei de Portugal gostava tanto de Henrique que o enviou à frente de uma delegação para prestar homenagem ao Papa Leão X. Cinco anos depois do encontro com o bispo de Roma, o padre negro foi eleito bispo, tendo apenas 26 anos. A partir de 1518, ele se tornou o representante máximo da Igreja Católica em todo o território do Congo. O apostolado rendeu bons frutos para o Reino. Ele faleceu em 1531, e, doze anos depois de sua morte, metade da população do Congo já havia sido batizada. 

(Para saber mais sobre o príncipe-bispo Henrique, leia A Igreja da Renascença e da Reforma, de Daniel-Rops, e A History of de Church in Africa, de Bengt Sandkler e Chistopher Steed) 

NOS ESTADOS UNIDOS 

Era uma vez, era um branco americano que se apaixonou por sua escrava e se casou com ela. Tiveram muitos filhos, entre eles, James Augustine Healy, que viria a ser o primeiro sacerdote católico afrodescendente dos EUA. James A. Healy foi ordenado em 1854. Ele fundou muitos institutos de caridade para socorrer os imigrantes pobres. Sua competência e bondade chamaram a atenção do Papa Pio IX, que o elegeu bispo de Portland. Anos depois, após o fim da escravidão no país, dois de seus irmãos também se ordenaram padres:

Patrick Francis Healy (que foi eleito presidente da Universidade de Georgetown) e Alexander S. Healy. Sua irmã, Eliza Healy, se tornou em 1903 a primeira madre superior afro-americana de um convento e de uma escola católicos, em St. Albans, Vermont.

 Em 1880, o ex-escravo americano Augustine Tolton foi admitido em um seminário em Roma. Depois de ordenado, Pe. Tolton retornou para os EUA, sendo sempre um pastor exemplar. Em 1897, morreu com fama de santidade. 

NO BRASIL 

No Brasil, destaca-se a história do beato Padre Victor, ex-escravo. Ele teve a sorte de nascer em uma casa em que a senhora – sua madrinha – tratava os escravos com bondade, e recebeu uma educação sofisticada. Ao saber do sonho que seu afilhado tinha de ser padre, a madrinha o incentivou. Bem impressionado com o jovem negro, o bispo local autorizou o seu ingresso no seminário. Padre Victor foi ordenado em 1851, sendo enviado para a diocese de Três Pontas (Minas Gerais). O povo simples o aceitou bem, mas os fazendeiros o rejeitaram. Foram muitas as ofensas, mas tão grande era a sua santidade que, com o tempo, o beato conquistou até mesmo aqueles que antes o perseguiam. 

PORQUE TÃO POUCOS CLÉRIGOS NEGROS? 

Os padres negros na época da escravidão negra eram numerosos? Não. E isso se deve a diversos fatores principais, alheios à vontade da Igreja:

as limitações impostas pelo sistema escravista, já que um proprietário dificilmente liberaria um escravo para que entrasse no seminário (como foi o caso do Pe. Victor);

na África, na Era das Grandes Navegações, o catolicismo estava apenas começando a sua missão evangelizadora. A fé católica no Continente ainda não havia amadurecido e se organizado o suficiente para gerar membros numerosos para o clero.

Até o século V, antes da invasão ariana, a Igreja Católica na África era forte e vibrante. Foi na África que nasceu e viveu Santo Agostinho de Hipona, um dos teólogos mais importantes do catolicismo! Porém, tudo começou a melar quando comunidade católica africana foi duramente ferida pela invasão dos bárbaros vândalos.

E a chama da fé morreu de vez no século VII, esmagada pelo Islã (restaram, então, apenas alguns pequenos agrupamentos, como os coptas). Graças a Deus, nas últimas décadas esse quadro mudou. A África é o continente em que o catolicismo mais cresce no mundo! Somente nos últimos dez anos, houve um salto de mais de 40% no número de católicos africanos. Deus abençoe e fortifique os nossos missionários! Viva Nossa Senhora de Kibeho!