domingo, 29 de março de 2015

Vaticano à ONU: Querem a igualdade da mulher? Não menosprezem o “gênio feminino”

Imagem referencial. Foto: Domínio Público.
NOVA IORQUE, 27 Mar. 15 (ACI/EWTN Noticias).- O reconhecimento do papel especial e integral da mulher no progresso da humanidade não pode passar por cima da dignidade das mulheres como esposas, mães e como uma voz dos vulneráveis, disse recentemente uma autoridade do Vaticano às Nações Unidas.

O Observador Permanente da Santa Sé ante a Organização das Nações Unidas (ONU), Dom Bernardito Auza, lamentou que a “contribuição essencial das mulheres ao desenvolvimento da sociedade, através de sua dedicação a sua família e a criação da próxima geração não é reconhecida adequadamente”.

“Às vezes seu serviço invisível e muitas vezes heroico é inclusive menosprezado como um modelo antiquado e insalubre da vida feminina”, criticou.

Em duas conferências à comunidade internacional sobre a dignidade da mulher, realizadas nos dias 13 e 18 de março, Dom Auza assinalou que “tais críticas não vêm de uma valorização verdadeira da mulher em sua totalidade e sua verdadeira igualdade, em complementariedade e reciprocidade, com o homem”.

O Observador Permanente da Santa Sé ante a ONU também rejeitou a ideia de que a igualdade das mulheres requer que as mulheres realizem todos os mesmos papéis que os homens.

“O verdadeiro respeito pela mulher começa em aceita-la com todos os aspectos de sua humanidade. Isso envolve criar as condições para que ela viva livre e plenamente”.

Nos Estados Unidos, Reino Unido e Austrália, em março se celebra o Mês da História das Mulheres, e inclui a celebração do Dia Internacional da Mulher, em 8 de março.

Dom Auza destacou que ao promover os direitos e igualdade das mulheres, o papel da família não deve ser esquecido.

O Prelado enfatizou que as mulheres têm um grande número de dons e talentos para oferecer à sociedade, incluindo “não só os aspectos que compartilham em comum com o homem, mas também os dons únicos que pertencem a ela como mulher", tais como a capacidade de ser mãe.

Esta, indicou, não é apenas uma capacidade física, mas abrange a capacidade de “uma forma de vida espiritual, educativa, afetiva, de criação e cultural”, seja ou não a mulher uma mãe física.

Esta “especial sabedoria para velar pela dignidade intrínseca de todos, para alimentar a vida e o amor e para desenvolver os dons dos outros” é a que se referiu São João Paulo II como o “gênio feminino”, explicou Dom Auza.

Ao minimizar o papel da família e da maternidade, indicou, as sociedades se arriscam a negar a dignidade humana das mulheres como toda uma classe, e advertiu que “o valor e dignidade única da maternidade em algumas sociedades é insuficientemente defendido, apreciado e promovido, deixando as mulheres cultural e legalmente em uma posição de escolher entre seu desenvolvimento intelectual e profissional e seu crescimento pessoal como esposas e mães”.

Quando a família “é ignorada ou atacada, devemos colocar-nos de pé e defendê-la sinceramente e com respeito por todos, e corajosamente advogar por melhores estruturas e políticas que apoiem as mulheres trabalhadoras que desejam ter filhos ou que querem dedicar-se, parcial ou totalmente, aos cuidados de suas famílias”, assinalou.

Dom Auza também destacou que tanto a maternidade como a família são afirmadas na Declaração Universal dos Direitos humanos.

Em seu discurso de 18 de março, o Prelado se estendeu sobre estes temas, discutindo o papel das mulheres no desenvolvimento humano. O Prelado elogiou o trabalho de numerosas mulheres –incluindo o da Dra. Carolyn Woo, presidente e chefe executiva do Catholic Relief Services; da Magalie Dresse, proprietária do Caribbean Craft Haiti; e da Irmã Norma Pimentel, diretora executiva do Catholic Charities of the Rio Grande Valley – junto com santas e beatas por seu papel em ajudar o desenvolvimento das pessoas.

O gênio feminino, disse Dom Aúza, está relacionado profundamente com a “solidariedade no cuidado dos vulneráveis e em criar um mundo melhor”. Os governos são os responsáveis por assegurarem uma sociedade justa e o respeito pelos direitos de todas as pessoas, “alguns membros de nossa família humana caem em dificuldades ou têm deficiências e outros fatores de risco que, inclusive sociedades justas e bem ordenadas, podem passar por cima ou prestar menos atenção”.

Em casos como estes, “necessitam-se pessoas que se interessem, que os tratem com o amor que corresponde com a plenitude de sua dignidade humana”, uma tarefa para a qual as mulheres estão singularmente sintonizadas, explicou.

Este cuidado das pessoas, continuou, teve um impacto profundo sobre o desenvolvimento e história humana. Toda a civilização, disse, “tem uma dívida impagável de gratidão às menos registradas ou inclusive desconhecidas contribuições de mulheres que formaram as civilizações, como o silencioso, mas constante fluxo das águas profundas que dão forma aos rios”.

O desenvolvimento humano começa, disse, “nas relações entre os seres humanos e na forma como os seres humanos cuidam uns dos outros”, um campo muito influenciado pelo gênio feminino das mulheres.

A humanidade pode “aprender dele e ajudar a que este gênio se expanda e assuma uma maior influência para o bem dos indivíduos e da sociedade de hoje, e para a melhora das pessoas e nações do amanhã”, assegurou.

Levy diz que Dilma nem sempre age da maneira mais fácil e eficaz

O ministro da Fazenda Joaquim Levy
(Eraldo Peres/AP)
Em evento fechado, ministro criticou diretamente a presidente. Declaração foi publicada pelo jornal 'Folha de S.Paulo'.

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou em um evento fechado na última terça-feira que a presidente Dilma Rousseff, embora seja bem-intencionada, nem sempre faz as coisas da maneira mais simples e eficaz. O áudio da declaração foi publicado pelo jornal Folha de S. Paulo em sua página na internet.

"Acho que há um desejo genuíno da presidente de acertar as coisas, às vezes, não da maneira mais fácil... Não da maneira mais efetiva, mas há um desejo genuíno", disse o ministro. A crítica foi feita em inglês a uma plateia em São Paulo formada por ex-alunos da escola de negócios da Universidade de Chicago, onde Levy se graduou Ph.D.

Em comunicado à imprensa, o ministro fez questão de sublinhar alguns "elementos" de sua fala. "Aqueles que têm a honra de encontrarem-se ministros sabem que a orientação política do governo é genuína, reconhecem que o cumprimento de seus deveres exigem ações difíceis, inclusive da Exma Sra. Presidente, Dilma Rousseff, e eles têm a humildade de reconhecer que nem todas as medidas tomadas têm a efetividade esperada".

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Ao final, Levy fez questão e enfatizar que esta não se tratava de uma nota oficial, mas uma "manifestação pessoal do ministro" depois de uma matéria que comenta a fala "em uma conversa informal" com membros do setor financeiro. No encontro, ainda de acordo com a nota, o objetivo foi o de transmitir os pontos principais do ajuste econômico perante a evolução da economia global e da exigência de crescimento do Brasil, "e a importância de executá-la rapidamente".

Mais cedo, Levy já havia mandado nota a alguns órgãos de imprensa lamentando a interpretação dada à frase. O documento, no entanto, teve de ser refeito pela assessoria a pedido do ministro e saiu já depois das 21 horas.

Há um mês, o ministro fez a avaliação de que a desoneração da folha de pagamentos, revista pelo governo, não foi uma medida para proteger ou criar empregos, como declarava o governo. Para Levy, foi uma medida "grosseira". No dia seguinte, a presidente Dilma Rousseff disse que o titular da Fazenda foi "infeliz" quando usou a expressão. (Com Estadão Conteúdo)

POLÍCIA FEDERAL DESMENTE DILMA E DENUNCIA INTERFERÊNCIA DO GOVERNO NAS INVESTIGAÇÕESS NO COMBATE A CORRUPÇÃO


Na entrevista que concedeu ao “Jornal Nacional”, na biblioteca do Palácio da Alvorada, a presidente e candidata à reeleição, Dilma Rousseff, ao responder pergunta sobre o excesso de corrupção nas administrações do PT, disse que seu governo foi o que mais estruturou os mecanismos de combate à corrupção, citando a Polícia Federal como órgão que, segundo ela, teria elevado o combate às irregularidades e maus feitos. “A Polícia Federal, no meu governo e no do presidente Lula, ganhou imensa autonomia, para investigar, para descobrir, para prender”, disse a presidente ao responder questionamento do âncora William Bonner.

A afirmação da presidente/candidata sobre o investimento na Polícia Federal é desmentida tanto por uma pesquisa recente da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) como em uma campanha salarial dos funcionários do órgão. A pesquisa divulgada realizada pela Fenapef aponta que a ingerência política e o enfraquecimento da Polícia Federal – por ação ou omissão dos governos do PT – são as principais causas do recuo nas investigações de impacto contra a corrupção. Coletada num universo de 1.732 servidores da PF, a pesquisa mostra que 89,37% afirmam que há controle político da instituição, 75,28% dizem ter presenciado ou ouvido algum relato de interferência político e – o mais alarmante – 94,34% acreditam que o enfraquecimento do órgão, proposital, é uma espécie de “castigo” pelo fato de investigações anteriores terem chegado a personagens que gravitam em torno do poder.

A mesma Fenapef divulgou propaganda com inserções de rádio e televisão em que critica o que eles chamam de boicote do governo federal aos cargos de agente, escrivão e papiloscopista da Polícia Federal. Vejam o que diz a campanha dos funcionários da PF: “Pedimos apoio da sociedade contra o sucateamento da Polícia Federal promovido pelo governo Dilma: o cenário de queda dos investimentos, congelamento salarial, assédio moral, interferência política, péssimas condições de trabalho e índices alarmantes de suicídios. Apesar do descaso do governo, continuaremos a lutar contra a corrupção e pela segurança da sociedade brasileira”. Não é, portanto, um cenário de estímulo à Polícia Federal, como afirmou Dilma na entrevista à TV Globo.

sexta-feira, 27 de março de 2015

Máfia que desviava bilhões com fraudes em julgamentos tributários espõe "gestapo fiscal" contra contribuintes

Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net 
Por Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Mensalão, Petrolão, Impostão - cada escândalo consegue superar o anterior em sofisticação e quantidade de bilhões em roubalheiras. Neste cenário de corrupção estrutural, onde a máquina estatal funciona como uma "gestapo" que extorque o cidadão-eleitor-contribuinte, alguém consegue ainda ficar surpreso quando a Polícia Federal lança a Operação Zelotes, a fim de desarticular uma organização suspeita de roubar R$ 19 bilhões dos cofres públicos, fraudando julgamentos de processos no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), do Ministério da Fazenda?

Tal aberração é "normal" em um Brasil que^tem em vigor 92 impostos, taxas ou contribuições. O Estado Capimunista tupiniquim promove um confisco mensal através do “Imposto de Renda”. A tungada na fonte, sem defesa, sobre os salários ajuda a piorar a situação do bolso de quem sofre com o “aumento real do custo de vida” ou “perda do poder de compra”. O modelo inferniza a vida de quem precisa consumir, pagar as contas obrigatórias do mês ou quitar empréstimos a juros absurdos cobrados por bancos e cartões de crédito. Ferra até o governo - sem recurso previsto no orçamento até para o IBGE fazer a contagem da população brasileira...

A tributação média sobre o consumo chega a 49%. Vale para pobres ou para ricos. Produzir, sem a tentação de sonegar, é quase impossível. Somos penalizados por seis terríveis impostos sobre bens e serviços: IPI, Cofins, PIS, Cide, ISS e ICMs. Lucrar no Brasil é considerado um pecado mortal para o empresário. O Imposto de Renda Pessoa Jurídica e Contribuição Social sobre Lucro Líquido confiscam a lucratividade. Quem trabalha e produz é penalizado e perseguido pelo Estado. No jogo de extorsão, as máfias se reproduzem - como a que foi pega agora, que atuava desde 2005, só foi investigada a partir de 2013 e começa a ser enquadrada pelo Ministério Público neste 2015 pródigo em escândalos.

Por isso é urgente rever o sistema tributário. A ideia do “Imposto Justo”, cobrado de uma única vez, de forma transparente, visível na nota fiscal, é a mais viável. A maioria dos demais impostos pode ser abolida se a máquina pública gastar, desperdiçar e roubar menos. Nos últimos 25 anos, desde a Constituição de 88, segundo o IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário) foram criadas 155.954 normas federais na área tributária.

Não é à toa que a massa, aos milhões sai às ruas para protestar. A maioria não aguenta mais impostos elevados, juros altíssimos, custo de vida subindo, violência saindo do controle, governo ineficiente, perdulário e comandado por uma classe política corrupta, mentirosa, desqualificada e humanamente nojenta. A Lava Jato, acaba virando peixe-pequeno. Nela, os corruptos teriam desviado uns R$ 2,1 bilhões da Petrobras. Agora se fala em desvios de R$ 19 bilhões. A PF conseguiu identificar que em algumas negociações os corruptos recebiam entre 1% e 10% das multas que teriam que ser pagas pelos contribuintes. Os investigados responderão pelos crimes de advocacia administrativa fazendária, tráfico de influência, corrupção passiva e ativa, associação criminosa, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

O problema é que, se não houver uma profunda mudança no modelo estatal e no sistema tributário no Brasil, a Operação Zelotes será mais uma a enxugar gelo - como tantas outras em que os ladrões se locupletam e terminam impunes. A nova política de tributos precisa vir acompanhada de um sistema que torne pública e transparente, via internet, a execução do orçamento e da contabilidade pública. A pressão direta e constante do cidadão-eleitor-contribuinte é a única saída para que ocorra uma efetiva fiscalização sobre o gasto e investimento público, evitando desperdícios.

Atualmente, o setor público brasileiro é uma caixa preta. Escancará-la é fundamental. Sem isso, fica impossível destinar mais recursos para Educação, Saúde, Segurança, Infraestrutura e etc. O dinheiro aplicado vai para o lixo! Ou melhor, ruma direta ou indiretamente para as contas dos ladrões tupiniquins, que o lavam, aqui e no exterior. A grana vai e volta, na forma de "negócios" e pretensos “investimentos estrangeiros diretos”. Aplica-se na bolsa, na fusão e aquisição de empresas, na compra de imóveis ou em outros "empreendimento" e formas de lavar dinheiro, de forma aparentemente legalizada ou flagrantemente criminosa.

Junto com a reforma tributária, o Brasil precisa resolver alguns problemas prioritários: acabar com a reeleição; tornar o voto facultativo (e não obrigatório); permitir a auditoria e recontagem do voto, impresso, no sistema eletrônico; aceitar candidaturas avulsas para cargos majoritários, independentemente dos partidos; abolir o imposto sindical, tornando livre a contribuição associativa; acabar com a “profissão” de político, reduzindo ao mínimo a remuneração do representante legislativo.

Se a multidão não cobrar nas ruas por tais mudanças, de forma estruturada, focada e objetiva, tudo continuará como dantes no País corrupto do Abrantes... Se não houver pressão, Dilma permanecerá no poder, refém de tudo e de todos, feito uma "marioneta", alegando: "A corrupção é uma senhora idosa e não poupa ninguém. Pode estar em todo lugar, inclusive no setor privado"... E a gente vai ter que concordar com ela...

Sérgio Moro lava a jato caminho para chegar a Lula.

Prisão de Duque e Assad aproxima investigação do ex-presidente e expõe o vexame do Supremo Tribunal Federal

Tremei, Lula!

Não adiantou o STF vergonhosamente mandar soltar e depois deixar solto o petista graúdo Renato Duque,  a pedido do ex-presidente da República.

A Operação Lava Jato acaba de prender de novo o ex-diretor de Serviços da Petrobras, afilhado do mensaleiro José Dirceu.

Motivo: o Ministério Público Federal descobriu que ele continuou lavando dinheiro mesmo depois da deflagração da Lava Jato, em março de 2014.

Duque, de fato, “esvaziou” suas contas na Suíça e enviou 20 milhões de euros para contas secretas no principado de Mônaco. O dinheiro, que não havia sido declarado à Receita Federal, acabou bloqueado pelas autoridades locais.

A 10ª fase da Lava Jato, batizada de “Que país é esse?”, responde portanto no nome e na prática ao cinismo de Duque, que pronunciou essa pergunta no dia em que foi preso pela primeira vez, em novembro do ano passado.

Como não adorar o trabalho do juiz Sérgio Moro e dos procuradores do MPF?

De quebra, eles pegaram também Adir Assad, apontado como verdadeiro dono de empresas utilizadas pelas empreiteiras para lavar dinheiro no esquema do petrolão.

Na época da CPI do Cachoeira, a VEJA descreveu Assad como o “rei dos laranjas e dos caixas de campanha”, tendo faturado 1 bilhão de reais com serviços de corrupção e financiamento clandestino de candidatos.

Queridinha do governo Lula, a JBS Friboi pagou 1 milhão de reais, na “véspera da eleição” de 2010, a uma empresa de Assad. Em 2011, a usina São Fernando Açúcar e Álcool desembolsou 3 milhões de reais para Assad.

O dono da JBS é “amigo do peito do ex-presidente” e o dono da São Fernando é José Carlos Bumlai, amigo íntimo de Lula que se tornou peça-chave do petrolão.

Foi Bumlai quem:

1) garantiu a Fernando Baiano, operador do PMDB no esquema, o livre acesso dentro da Petrobras; 2) avalizou a nomeação do até então desconhecido funcionário Nestor Cerveró para diretor internacional da estatal; 3) assegurou os “privilégios” da UTC junto à Petrobras, permitindo que ela se tornasse uma das maiores empreiteiras do Brasil e uma das maiores doadoras do PT.

O desespero petista

É por essas e decerto outras que Gerson Camarotti, do G1, escreveu que “integrantes da cúpula do PT ouvidos pelo blog demonstraram apreensão com a prisão de Renato Duque. Apesar das negativas oficiais, no PT todos reconhecem que Duque era um homem ligado ao partido, principalmente a José Dirceu. O temor na legenda é que uma prisão prolongada de Duque acabe tendo efeito psicológico sobre o ex-diretor semelhante ao que ocorreu com Paulo Roberto Costa, que, depois de preso pela segunda vez, acabou fazendo delação premiada”.

O PT, portanto, teme que Duque diga a verdade e entregue seus comparsas do alto escalão.

Em mais uma jogada de craque, Sérgio Moro lavou a jato o caminho para chegar a Lula. Os 2,2 milhões de brasileiros que foram às ruas  contra Dilma e o lulopetismo no domingo, segundo atualização do G1 nesta segunda, podem comemorar mais essa vitória.


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Prisão de Lula está próxima.

Prisão de Duque e Assad aproxima investigação ao Lula.

Não adiantou todos os esforços da Presidente Dilma junto ao STF de não manter Roberto Duque preso, pois a operação lava jatos acabou de prende-lo novamente, ele que é ex-diretor de serviços da Petrobras, e afiliado do mensaleiro José Dirceu.

Tudo isso também levou a prisão de Adir Assad, apontado como o verdadeiro dono das empresas de lavagem de dinheiro, e com tudo isso as investigações estão chegando cada vez mais perto do mandante da quadrilha, Lula.

Graças as heroicas atuações do Juiz Sergio Moro e dos procuradores MPF.

Veja a reportagem completa:

terça-feira, 24 de março de 2015

A quantia arrecadada pela ‘vaquinha’ dos Amigos do Dirceu é dinheiro de troco para o traficante de influência que conseguiu ficar ainda mais rico sem sair da cadeia

Em 16 de novembro de 2013, dia do check-in na Papuda, José Dirceu de Oliveira confundiu portão de cadeia com palanque e, a caminho dos 68 anos, resolveu incorporar o líder estudantil de 68. Para delírio de meia dúzia de milicianos que saudavam aos gritos o “guerreiro do povo brasileiro”, hasteou o braço esquerdo com o punho cerrado e, caprichando na expressão feroz de quem vai dizimar sozinho um pelotão de fuzileiros navais americanos, berrou a informação: “Eu me considero um preso político”.

Como assim?, perguntou-se quem não perdeu de todo o juízo. Desde sempre, só se enquadra nessa categoria gente encarcerada ─ sem o devido processo legal, sem o exercício do direito de ampla defesa ─ para refletir numa cela sobre os perigos reservados a quem faz qualquer tipo de oposição a uma ditadura consolidada ou embrionária. O Brasil, convenhamos, ainda não é uma Venezuela que fala português, muito menos uma Cuba tamanho família. Mais: Dirceu sempre fez parte do grupo que desde janeiro de 2003 desgoverna o país.

Perdeu o emprego de ministro em 2005, mas não o status de figurão do PT, nem a cumplicidade mafiosa dos companheiros que alojou em cargos estratégicos enquanto chefiou a Casa Civil no primeiro mandato de Lula. E tampouco foi engaiolado arbitrariamente. No julgamento do processo do mensalão, que demorou quase sete anos para começar e outros dois para chegar ao desfecho, sobrou-lhe tempo para rebater acusações e contestar a solidez das provas acumuladas contra a estrela do bando.

Além de advogados que calculam honorários em dólares por minuto, Dirceu foi defendido por ministros do Supremo Tribunal Federal que estão lá para inocentar bandidos de estimação do Planalto. Acabou forçado a hospedar-se na Papuda não por crimes de pensamento, mas por corrupção ativa. Quem trocou a cama de casal por um catre não foi o revolucionário aposentado, ou o guerrilheiro de festim diplomado na ilha-presídio, ou o ex-presidente do PT, ou o ex-chefe da Casa Civil. Foi o chefe (ou subchefe?) da quadrilha do mensalão.

Diante de tantas e tão contundentes evidências, quantos brasileiros ─ além do próprio detento ─ ousariam enxergar um preso político num político preso por tratar o Código Penal a socos e pontapés? Quase 4 mil, informou em fevereiro de 2014 o balanço oficial da “vaquinha” online promovida para pagar a multa de R$ 971.128,92 imposta ao sentenciado pelo STF. As quantias doadas por 3.972 “amigos do Zé Dirceu” somaram R$ 920.700. A diferença foi coberta por R$ 163 mil extraídos das sobras das “vaquinhas” que haviam socorrido os mensaleiros José Genoíno e Delúbio Soares.

O ator José de Abreu, por exemplo, entrou com R$ 1 mil na operação concebida para livrar da falência “a grande vítima de um julgamento político”. Com a fisionomia sofrida de quem não conseguira uma vaga na lista de visitas íntimas, alegou que aquela fora “uma maneira de dividir a pena com ele”. Em 22 de fevereiro, a página eletrônica aberta para a coleta dos adjutórios comemorou o sucesso da mobilização: “Juntos, vencemos esta batalha. Ainda há outras por vir, certamente. E, juntos mais uma vez, estamos prontos para enfrentá-las”. Bingo. A batalha prevista há um ano está em curso desde quinta-feira passada.

Começou com a ruidosa chegada de José Dirceu ao front do Petrolão e ninguém sabe quando vai terminar. Mas é improvável que haja outra “vaquinha”. Os desdobramentos da Operação Lava Jato revelaram que o dono da J. D. Assessoria e Consultoria embolsou nos últimos nove anos cachês de matar de inveja canastrões de novela. Nesse período, agindo como facilitador de negócios, vários deles cobiçados por participantes do assalto à Petrobras, o consultor embolsou R$ 29 milhões. Para quem junta tal fortuna em tão pouco tempo, a multa imposta pelo Supremo é dinheiro de troco.

Os zé-de-abreu acabam de saber que, comovidos com um preso político, dispensaram do castigo financeiro o multimilionário que conseguiu uma proeza até então só alcançada pelos chefões do PCC: ficou mais rico sem sair da cela. Entre novembro de 2013 e novembro passado, enquanto cumpria pena, JD faturou pelo menos R$ 1,2 milhões. A gigante da indústria farmacêutica EMS engordou a conta da consultoria com R$ 700 mil. Outros R$ 500 mil vieram da construtora Consilux. Até agora, nenhum dos milhares de lesados pediu o dinheiro de volta. Nem o beneficiário parece disposto a devolvê-lo.

A façanha transformou o preso político de araque no Marcola do PT. Mas a “vaquinha” desempata o duelo entre o traficante de influência e o traficante de trogas. Marcola nunca se viu homenageado com donativos voluntários. Vai ter de preencher a lacuna no prontuário para ser promovido a Zé Dirceu do PCC.