domingo, 21 de setembro de 2014

Dilma cobra ‘compromisso com aqueles que desviam dinheiro público’

Veja.com
A candidata à presidência da República, Dilma Rousseff (PT), faz campanha na praça do Pacificador, em Duque de Caxias na Grande Rio, na noite desta sexta-feira (19) 

(Glaucon Fernandes/Eleven/Folhapress/Folhapress)


Não é novidade a dificuldade de Dilma Rousseff com discursos e entrevistas. Nesta sexta-feira, a presidente-candidata voltou a se enrolar sobre o escândalo de desvio de verbas públicas na Petrobras, delatado pelo ex-diretor Paulo Roberto Costa: Dilma falou em “compromisso com aqueles que desviam dinheiro público”. Depois, completou a frase para se corrigir: “no combate a eles”. O discurso foi feito na noite desta sexta-feira, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Como se a gestão dela não estivesse sob questionamento pelas revelações do megaesquema de corrupção, com participação da base aliada no Congresso e de governadores, Dilma continuou a pregação contra os desvios de conduta. “Não é possível que no Brasil tenhamos pessoas que queiram viver com os recursos que não são deles, que são do povo brasileiro. Tenho certeza que iremos construir o país dos nossos sonhos”, afirmou. 


(Daniel Haidar, de Duque de Caxias) 

Fonte: https://www.facebook.com/antoniocdsouza 

PTsaudações ao Governo do Crime Organizado


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

O delator premiado Paulo Roberto Costa teria revelado que a compra da refinaria Pasadena pela Petrobras foi usada para fazer caixa dois para as campanhas do PT e seus aliados, além de garantir propinas para os idealizadores e participantes do negócio. Sendo tal revelação verdadeira, Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff teriam de ser denunciados pelo Procurador Geral da República. Nada na Petrobras se decide sem o aval direto do titular do Palácio do Planalto. #PT$audações ao Governo do Crime Organizado...

A chance de tal denúncia se tornar realidade é mínima no Brasil da impunidade. Ainda mais em meio a um processo eleitoral financiado a peso de ouro pelo crime organizado - que compensa e sustenta os processos de perpetuação no poder. É por isso que a Dilma (uma presidenta-candidata), com toda arrogância e empáfia, faz um cínico discurso moralista de que tem “tolerância zero com a corrupção”. Nem mafioso que chora feito carpideira profissional no enterro do inimigo consegue ser um ator tão espetacular.

Quantos “mensalões” as gestões petralhas movimentam há mais de uma década no poder pelo Brasil afora? Veja denunciou que, desde 2010, o Ministério Público investiga uma ONG criada por petistas na Bahia. A presidente do Instituto Brasil, Dalva Sele Paiva, revelou que a entidade foi criada para ajudar a financiar o caixa eleitoral do PT, desviando R$ 50 milhões de reais dos “projetos sociais” das administrações petistas, desde 2004.

Dalva Paiva denunciou que o Instituto Brasil recebia os recursos, simulava a prestação do serviço e carreava o dinheiro para os candidatos do PT. Se o acordo pagava pela construção de 1000 casas, por exemplo, o instituto erguia apenas 100. O dinheiro que sobrava era rateado entre os políticos do partido. Pelo menos R$ 17,9 milhões de reais, saíram do Fundo de Combate à Pobreza e acabaram fazendo a riqueza de muitos políticos ladrões. Cabe perguntar de novo: quantos mensalões como este a petralhada tem pelo Brasil afora?

Grande parte do eleitorado brasileiro nem quer saber de responder a tal pergunta. Corrompida pela ignorância, a massa de manobra não dá bola para denúncias da oposição a cada dois anos em que jogamos bilhões de reais fora com as eleições. Quem recebe alguma vantagem do esquema de poder vota fiel e fanaticamente com o governo. Como o sistema processual brasileiro é burocrático, lento e aceita infindáveis recursos, até que uma decisão judicial final se torne “transitada em julgado”, a impunidade vigora. O corrupto não é punido em tempo hábil e na intensidade correta, justa e perfeita. Enquanto fica impune, usa e abusa do poder para roubar, corromper, enriquecer e perpetuar a governança organizada do crime.

Só uma profunda revolução cultural seria capaz de mudar tal quadro de corrupção, injustiça e impunidade. Na atual conjuntura, apesar da indignação dos segmentos esclarecidos da sociedade, não há um sinal claro e objetivo de que o Brasil vai ser dirigido por políticos honestos e competentes. Muito pelo contrário, a tendência é a manutenção da vagabundagem e da patifaria vigentes. O sistema do crime organizado é claramente hegemônico. Tudo financiado pelo cidadão de bem que se comporta como um rato que ruge e pelos idiotas dão o voto para empregar os ladrões na máquina pública.

O poder de reação das pessoas honestas é infinitamente inferior ao poderio dos gestores do governo do crime organizado. Quem ousa sair da zona de conforto, para protestar ou denunciar, fica dependente de outras instâncias diretamente influenciáveis pelos poderes corruptos de Bruzundanga. O Ministério Público, as Polícias e órgãos de controladoria investigam e formulam denúncias. O Judiciário até acata algumas, condena alguns bodes expiatórios. No entanto, o sistema criminoso não é desmantelado no final das contas. Os poderosos chefões, de verdade, raramente são apanhados. Assim, a corrupção se retroalimenta, e a nação toma no TCU...

O cenário é dantesco. Apesar de altamente desgastada e detonada pela Oligarquia Financeira Transnacional, que não confia mais nos petralhas, Dilma Rousseff até tem chances de se reeleger. A “oposição” dá um show de incompetência. Parece fazer força para não ganhar a eleição. Marina Silva, por ter DNA petista, demonstra chances de derrotar a Dilma. Evidentemente, uma vitória do continuísmo ideológico. O plano é que tudo permaneça como sempre esteve há 12 anos... O Capimunismo não vai se alterar, no máximo sofre remendos. Petralhas que infestam a máquina feito pragas ainda terão a chance de vender, caríssima, a aparente retirada do teatro de poder.

Só um imprevisível milagre, nos próximos 10 dias, pode dar alguma chance a Aécio Neves conseguir disputar um segundo turno eleitoral contra Dilma ou Marina. Aécio foi claramente sabotado em sua campanha. Seu marketing foi tão incompetente que nem conseguiu associar a imagem dele com a do falecido avô Tancredo Neves. Foi tão ruim que evitou dar destaque às propostas econômicas do Armínio Fraga. Tão mal articulado que nem conquistou a adesão explícita do mineiro Joaquim Barbosa – figura que, no imaginário popular, poderia abalar o PT, expondo sua corrupção. Aécio terá apenas os votos dos teimosos que rejeitam Dilma e Marina - as primas gêmeas na vanguarda do atraso.

Dilma reeleita será o caos do continuísmo de tudo que vem dando errado. Marina eleita representará uma incógnita institucional, com altas chances de manter o sistema de governabilidade nas mãos do PMDB – o partido permanentemente governista, apesar dos também constantes desgastes de imagem. Não é à toa que José Sarney (aliado mor do petismo) é um símbolo da imortalidade desta moribunda politicagem brasileira. Sarneys se multiplicam e se eternizam em Bruzundanga...

A metáfora política do Brasil é de uma ave Fênix que, sempre queimada no fogo do inferno, renasce, a cada dois anos de eleição, parida de um ovo podre chocado na esgotosfera, até ao rotineiro retorno triunfal ao ninho palaciano dos três apodrecidos poderes. A sorte dos corruptos no Brasil é a passividade da minoria insatisfeita. O sistema é tão vagabundo que recebe críticas, se adapta a elas e não se transforma. No mundo virtual, qualquer um grita e até tem razão. Mas, no mundo real, pouco ou nada se altera. A indignação pode ser grande. No entanto, o conformismo é dominante, enquanto a putaria é hegemônica. Perda Total para o Brasil!

Por isto, o símbolo do buraco em que estamos metidos aparece no instante imortalizado na fotografia acima – clicada no ano de 2008. Nela Dilma Rousseff aparece com o Paulo Roberto Costa atrás dela, olhando maliciosamente, não se sabe para onde... Ambos com o uniforme de empregados da Petrobras (que lembra a cor da roupa de algumas penitenciárias retratadas em filmes de Hollywood)... Dilma adoraria que fosse uma montagem... Mas não é...

Retrato de uma realidade que a impunidade tenta esconder, tal imagem vale mais que mil palavrões... Quem é o mais poderoso na fotografia? Certamente, é o sujeito oculto – que nela não aparece. Ele, com certeza, está por trás da Dilma e do “Paulinho”. Seu diabólico nome talvez até seja citado nos processos da Lava Jato e em outras operações menos votadas, geralmente correndo sob estranho segredo judicial. Acontece que nada atinge o blindado companheiro.

O dantesco significado imagético de tudo isso: #PT$audações ao Governo do Crime Organizado...

Fonte: https://www.facebook.com/cassio.camargofioravante/posts

Senador do PT da Bahia pego com a boca na botija.

O senador Walter Pinheiro sempre se orgulhou de estar do lado certo nas disputas políticas. Quando o PT mergulhou no mar de lama do mensalão, ele foi uma das poucas vozes petistas a falar contra a prática, batendo de frente inclusive com a cúpula mensaleira e seu próprio partido. 
Na edição desta semana de VEJA, porém, o senador aparece no lado oposto do enredo. Dalva Sele, a presidente do Instituto Brasil, uma ONG criada por petistas para desviar recursos públicos, disse que parte da campanha dele foi financiada com dinheiro roubado dos pobres – recursos do Fundo de Combate à Pobreza que deveriam ter sido usados para construir casas para a população carente da Bahia.

Partidos de Dilma e Marina lideram ranking da ‘ficha suja’

Marcelo Camargo/ABr e Vagner Campos
Próximas nas pesquisas eleitorais,
Dilma e Marina são candidatas pelos dois partidos
com mais candidatos barrados na Ficha Limpa
Com 20 nomes cada, PT e PSB são as legendas com o maior número de candidatos barrados pela Lei da Ficha Limpa na Justiça eleitoral. Veja a distribuição de “ficha suja” entre todos os partidos.
Edson Sardinha e Hícaro Teixeira
Favoritas na corrida ao Palácio do Planalto, as candidatas Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PSB) veem seus partidos empatarem em outra disputa, menos lisonjeira: com 20 nomes cada, o PT e o PSB dividem a primeira colocação no ranking das legendas com o maior número de políticos barrados este ano pela Lei da Ficha Limpa. Juntas, as duas siglas abrigam 16% dos 253 candidatos considerados “ficha suja” pelos tribunais regionais eleitorais (TREs), de acordo com levantamento parcial do Congresso em Foco.


Em comparação com o número de candidatos lançados, o PP, do deputado Paulo Maluf (SP), é o mais enrolado: dos 757 concorrentes pelo partido, 18 (2,4%) tiveram a candidatura negada em razão de condenações por órgão colegiado, como o próprio Maluf, ou rejeição de contas referentes a outros cargos públicos. A maioria deles ainda segue na disputa, pedindo votos, enquanto recorre ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Das 32 siglas registradas no país, apenas três não tiveram candidaturas negadas pela Justiça eleitoral com base na Ficha Limpa: PPL, PCB e PCO.

Quase metade dos barrados até o momento é filiada aos nove partidos que integram a coligação “Com a Força do Povo”, de Dilma. Somados, PT (20), PP (18), PMDB (16), PDT (15), PSD (15), PR (11), PCdoB (7), PRB (6) e Pros (2) – que apoiam a reeleição da petista – têm pelo menos 110 candidatos com problemas na Justiça eleitoral.

Já as nove siglas que compõem a chapa “Muda Brasil”, de Aécio Neves (PSDB), reúnem 69 concorrentes considerados ficha suja: PTB (12), PEN (11), PMN (10), PSDB (8), DEM (7), PTdoB (7), SD (6), PTN (5) e PTC (3).

As seis legendas da coligação “Unidos pelo Brasil”, de Marina, somam 44 barrados pela Ficha Limpa: PSB (20), PPS (8), PRP (6), PSL (6), PHS (4) e PPL (0). Essas coligações, porém, se desfazem e se confundem nas eleições estaduais, tornando ainda mais embaralhado o jogo político-eleitoral.


Coordenador do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) e idealizador da Lei da Ficha Limpa, o juiz Márlon Reis diz que os partidos precisam fazer uma análise prévia dos filiados dispostos a concorrer a um mandato. Para ele, é preciso reforçar o “filtro” interno sobre os candidatos com condenações, o que facilitaria tanto a vida da Justiça eleitoral quanto a do eleitor.

“É papel dos partidos políticos fazer esse crivo. A população também deve ficar atenta e exigir dos partidos políticos os critérios adotados pela Ficha Limpa. Na avaliação de Márlon, a aplicação da lei pela primeira vez em uma eleição geral produz resultados que devem ser comemorados. “Três candidatos a governador renunciaram. Isso é um grande avanço”, ressaltou.

Ao analisar o número de barrados em seu partido, o vice-líder do PSB na Câmara Júlio Delgado (MG) reconheceu que as direções partidárias ainda falham na análise da vida pregressa de seus filiados. “Não dá para analisar a ficha de todos, a não ser que o candidato já tenha um passado que o enquadre”, disse. Para Júlio, as legendas ainda vão ter de reforçar o filtro diante da nova realidade da Ficha Limpa. Mas isso, admite, demandará tempo. “Infelizmente, a lei não influenciou tanto os partidos nestas eleições. Queremos que influencie mais.”

O Congresso em Foco solicitou a todos os 27 TREs um balanço sobre a aplicação da Ficha Limpa nestas eleições. Poucos responderam. A reportagem também verificou na página do Tribunal Superior Eleitoral a situação das candidaturas contestadas pelo Ministério Público Eleitoral. É possível que o número de barrados seja ainda maior, já que há casos em que os registros foram negados a pedido de coligações e candidatos adversários, e não dos procuradores eleitorais.

#FichaSujaNao
Para que os dados possam ser atualizados, o site reitera o convite feito na última segunda-feira (15): utilize a utilize a #FichaSujaNao,  envie nomes que, por ventura, não figuram na nossa lista e ajude a espalhar os candidatos barrados pela Lei da Ficha Limpa.

A rejeição da candidatura não tira o político da corrida eleitoral e permite que ele siga com a campanha até a votação caso não tenham se esgotado todas as possibilidades de recurso. Se a situação dele não for regularizada, seus votos serão considerados inválidos.

De acordo com a Lei da Ficha Limpa, ficam inelegíveis os candidatos que tiverem suas contas rejeitadas por ato intencional (ou “doloso”) de improbidade administrativa quando exerciam cargos ou funções públicas, ou que foram condenados por determinados crimes em órgãos colegiados.

No caso das contas, é necessária a comprovação de que a irregularidade seja incorrigível, ou “insanável” e que e o ato ilegal seja considerado como improbidade administrativa. Também podem ser barrados os políticos que tiveram mandato cassado ou que renunciaram para escapar de processo de cassação. A palavra final se o candidato é “ficha suja” ou “ficha limpa” é da Justiça eleitoral. Mas o caso pode parar até no Supremo Tribunal Federal (STF).

Presidente de ONG denuncia petista Rui Costa e aliados do PT por esquema de desvios milionários na Bahia

A presidente da ONG Instituto Brasil, Dalva Sele, em entrevista à Revista Veja, denunciou um esquema milionário de desvio de verbas públicas dos quais fazem parte o atual candidato do PT ao governo da Bahia, Rui Costa e outros aliados do PT.

Dalva apontou o candidato ao governo do Estado da Bahia, Rui Costa, de ter participado juntamente com mais um senador, dois deputados federais e do ex-ministro da presidenta Dilma, Afonso Florense, que chefiava a pasta de Desenvolvimento Agrário.

Na denúncia são citados o senador Walter Pinheiro que, segundo Dalva, teria recebido R$ 260 mil. São citados também o deputado federal pelo PT, Nelson Pelegrino e o atual presidente da Embratur, ex-PCdoB, Vicente Neto. O Instituto Brasil foi criado por petistas da Bahia e desde 2010 sofre investigação do Ministério Público.

A ONG foi escolhida para a construção de mais de 1000 casas populares, tendo recebido R$ 17,9 milhões de recursos do Fundo de Combate à Pobreza para a construção.

Segundo a presidente, a ONG recebia os recursos para construção de 1.000 casas, por exemplo, fazia apenas 100 habitações e repartia o restante do dinheiro entre os políticos do partido e para ajudar o financiamento do caixa eleitoral do PT na Bahia. Como os convênios eram assinados com as administrações petistas, cabia aos próprios petistas a tarefa de fiscalizar.

Dalva disse ainda, que desde 2004, quando o instituto foi criado, cerca de R$ 50 milhões já foram movimentados. Os outros envolvidos ainda não tiveram seus nomes revelados.


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Campanha de Dilma muda comando após delação de corrupção bilionária

Ao fundo, Miguel Rossetto (de terno escuro), ministro do Desenvolvimento Agrário
e José Eduardo Cardozo, da Justiça, conversam enquanto Dilma discursa
- Givaldo Barbosa / Agência O Globo

Decisão quer afastar a presidente da ala do PT ligada ao escândalo na Petrobras por Simone Iglesias

BRASÍLIA - Em meio ao impacto negativo provocado pela delação de Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras que acusou políticos petistas e da base aliada de envolvimento em um suposto esquema de desvio de recursos da estatal, a presidente Dilma Rousseff (PT) decidiu alterar o comando de sua campanha à reeleição. O ministro Miguel Rossetto (Desenvolvimento Agrário) assume a partir de hoje a coordenação geral da campanha. A função vinha sendo dividida entre o presidente do PT, Rui Falcão, e Giles Azevedo, que foi chefe de gabinete de Dilma.

A entrada de Rossetto dilui o poder de Falcão, que integra o campo majoritário do PT, do qual faz parte também o tesoureiro nacional do partido, João Vaccari Neto, também envolvido por Paulo Roberto Costa no suposto esquema de recebimento de propina da Petrobras. A entrada de Rossetto, além de mudar o comando político e estratégico da campanha, tenta demarcar melhor a distância de Dilma em relação a Vaccari.

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A mudança não retira totalmente o poder de Falcão, porque, como presidente nacional do PT, ele tem a prerrogativa estatutária de integrar a coordenação de todas as campanhas. Mas seu poder agora será compartilhado com um petista de ala mais à esquerda do partido e mais próximo a Dilma. Rossetto não integra o campo majoritário do PT, ala à qual também pertence o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Quanto a Giles, apesar de ser um nome ligado à presidente, ele sempre teve uma atuação mais burocrática e menos política no governo e na campanha. As mudanças ocorrem num momento em que o ex-diretor da Petrobras denuncia o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, Vaccari e parlamentares da base governista de terem recebido propina de contratos da estatal.

Rossetto terá “autoridade” e “autonomia”

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O crescimento de Marina Silva (PSB) e as denúncias envolvendo políticos da base aliada em meio a uma campanha que, há duas semanas, parecia consolidada em favor da reeleição levaram a presidente a destacar um auxiliar de sua extrema confiança e que parece ter mais habilidade para fazer um elo entre governo e campanha. Rossetto assume com “autoridade” e “autonomia” dados por Dilma para tomar decisões estratégicas a partir de agora.

A primeira delas será a de também manter a principal adversária, Marina Silva, na defensiva. Integrantes da coordenação da campanha petista dizem que Marina terá que responder pelo envolvimento de Eduardo Campos, ex-governador de Pernambuco, morto em um acidente aéreo no mês passado, no esquema de recebimento de propina delatado por Costa.

— Marina é do PSB. Era candidata a vice de Eduardo Campos. É sua herdeira política na disputa eleitoral. Não há como ela se descolar das denúncias — disse um auxiliar da presidente.

O comitê de Dilma provocará a adversária a defender Campos sempre que forem mencionadas as denúncias de Costa. A estratégia é de contra-ataque, respondendo na linha de que Marina não representa “a nova política” no momento em que pairam dúvidas sobre a conduta política de Campos.

Quanto ao tucano Aécio Neves, a avaliação entre os aliados de Dilma é que ele não terá mais tempo de se recuperar eleitoralmente, e que a polarização com Marina é irreversível. Os dirigentes petistas sabem que os ataques do PSDB serão intensos, mas esperam que eles tenham pouca ressonância. Por isso, a ideia é deixar Aécio em segundo plano, polarizando mesmo com Marina. Além de colar a pessebista em eventuais problemas de Campos, Dilma insistirá nas contradições da ex-ministra.

Novo coordenador avalia quadro com Dilma

Rossetto passou a tarde de ontem no Palácio da Alvorada com Dilma avaliando o quadro eleitoral e redefinindo os rumos da campanha. Caberá a ele representar Dilma na definição de estratégias para desconstruir Marina. Numa primeira análise, segundo integrantes da campanha, serão mais bem programadas as viagens e os eventos dos quais ela participará. A avaliação é que, como Dilma decide em cima da hora, os eventos acabam parecendo improvisados.

No começo da disputa eleitoral, a presidente sinalizou que o ministro Aloizio Mercadante (Casa Civil) assumiria função estratégica na campanha. Há algumas semanas, no entanto, Rossetto vinha sendo chamado por Dilma a opinar politicamente. As conversas vieram se acentuando nos últimos dias. Dilma e o ministro se conhecem há pelo menos 20 anos.

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Rossetto foi “chefe” de Dilma quando era vice-governador do Rio Grande do Sul, e ela, secretária de Minas, Energia e Telecomunicações do estado. Ele foi um dos principais articuladores da saída de Dilma do PDT e de sua filiação ao PT. É um dos raros políticos que consegue ter autonomia e carta branca da presidente para trabalhar. Antes de voltar ao Ministério do Desenvolvimento Agrário, cargo que já ocupou no governo Lula, foi presidente da Petrobras Biocombustível.

— A campanha precisava de alguém com uma espécie de mandato de Dilma para resolver, decidir e analisar o quadro de forma mais estratégica — disse um auxiliar da presidente, sem mencionar as denúncias de Costa.

Desde o começo da disputa eleitoral se avolumam reclamações sobre desentendimentos internos e falta de comando na campanha.


sábado, 20 de setembro de 2014

Mais roubalheira:PT da Bahia desviou milhões de programa habitacional.

Desde 2010, o Ministério Público investiga o Instituto Brasil, uma ONG criada pelos petistas da Bahia. Em 2008, a entidade foi escolhida pelo governo do estado para construir 1 120 casas populares destinadas a famílias de baixa renda. Os recursos, 17,9 milhões de reais, saíram do Fundo de Combate à Pobreza.

Os investigadores já tinham reunido provas de que parte do dinheiro desaparecera, mas não havia nada além de suspeitas sobre o destino final dele. O mistério pode estar perto do fim. Em entrevista a VEJA, a presidente do instituto, Dalva Sele Paiva, revela que a entidade foi criada para ajudar a financiar o caixa eleitoral do PT na Bahia, um esquema que funcionou por quase uma década com dinheiro desviado de “projetos sociais” das administrações petistas.

A engrenagem chegou a movimentar, segundo ela, 50 milhões de reais desde 2004. O golpe era sempre o mesmo: o Instituto Brasil recebia os recursos, simulava a prestação do serviço e carreava o dinheiro para os candidatos do partido.

Como os convênios eram assinados com as administrações petistas, cabia aos próprios petistas a tarefa de fiscalizar. Assim, se o acordo pagava pela construção de 1 000 casas, por exemplo, o instituto erguia apenas 100. O dinheiro que sobrava era rateado entre os políticos do partido. Do site da revista Veja

Fonte: http://aluizioamorim.blogspot.com.br