sexta-feira, 29 de maio de 2015

O PREÇO DAS “BONDADES” DE LULA E DILMA


“Acabou o dinheiro”. – Joaquim Levy 

 O governo vem difundindo a ideia de que o ajuste fiscal em curso será rápido e que logo o Brasil voltará a crescer, recuperar os empregos em extinção e reverter a perda do poder de compra dos salários. Não é verdade! O que o governo chama de rápido ajuste é a passagem do ponteiro das contas públicas do vermelho para o azul, até atingir a meta de 1,2% do PIB traçada pelo ministro Joaquim Levy.

As dificuldades que o governo enfrenta para fazer passar no Congresso as medidas do ajuste que almeja da forma como concebidas e para vencer as resistências internas ao governo, especialmente do PT, indicam que dificilmente essa meta será atingida. Ao chegarem ao Congresso essas medidas são modificadas, perdendo parte do impacto necessário para produzir resultados na proporção necessária. Paralelamente, os parlamentares criam novos gastos, que comprometem as medidas aprovadas, como foi o caso da alteração recente no fator previdenciário.

Além disso, é falsa a ideia de que o ajuste da economia que Brasil necessita se resume a cortar gastos e aumentar impostos para recompor o equilíbrio fiscal. Basta ver o estrago que a presidente Dilma provocou com suas intervenções intempestivas na definição da taxa de juros e nas tarifas do setor elétrico e o custo que a correção desses erros está gerando para sociedade. Ninguém contraria as leis do mercado impunemente.

Outra área na qual os governos petistas provocaram distorções foi a dos salários. O salário é o preço que os contratantes pagam pelo trabalho dos contratados. Como tal, a definição desse preço deveria obedecer a lei da oferta e da procura. Em economias livres a definição desse preço é pactuada entre as partes. Mas, Lula e Dilma resolveram ser “bonzinhos” com os trabalhadores e determinaram políticas artificiais de aumento do salário mínimo acima da inflação. Essa suposta bondade produziu consequências negativas. E, os principais prejudicados são os trabalhadores.

Uma delas foi o aumento da inflação. Outra foi o impacto sobre as contas da Previdência Social, cujo rombo terá que ser coberto: a) com aumento das contribuições; ou, b) com aumento do tempo de contribuição; ou, c) com aumentos de impostos. Ou, com as três soluções.

A terceira consequência da elevação artificial dos salários foi a redução das margens de lucro das empresas e a consequente paralisia dos investimentos em tecnologia e aumento da produtividade. A maior parte (cerca de 90%) dos investimentos das empresas provém do lucro reinvestido e apenas cerca de 10% de financiamentos. Com isso, a indústria brasileira vem perdendo competitividade e mercados em todo o mundo. Para piorar, os governos petistas responderam a essa falta de competitividade com protecionismos e desonerações seletivas.

Com as margens de lucro comprimidas, em vez de gerarem mais empregos e investimentos, as empresas se acomodaram à recomposição parcial e insuficiente dos seus lucros deixando de buscar competitividade. A competitividade deveria resultar dos investimentos em tecnologia e na educação do trabalhador, e não do protecionismo e da desvalorização cambial, essa última também induzida pela intervenção do governo na economia.

Some-se a isso a perda de receita tributária do governo e têm-se o quadro da dor sem moldura, que Lula e Dilma nos entregam após doze anos de governos petistas. O ópio do povo foi o consumo alavancado pelo crédito sem lastro, insustentável ad aeternum.

O preço mais visível dos consertos necessários à economia até o momento está sendo apresentado na forma de aumento de impostos (85% do ajuste fiscal) e corte de gastos e investimentos sociais (15% do ajuste fiscal). Mas, o preço mais doloroso para os trabalhadores, embora já esteja sendo cobrado, ainda não foi percebido em sua totalidade pelos brasileiros. Trata-se da correção da distorção patrocinada por Lula e Dilma nos salários elevados artificialmente.

Economistas sérios, ou seja, que não rezam pela cartilha na qual estudaram Guido Mantega, Aluizio Mercadante e Dilma Rousseff avaliam que haverá uma perda da ordem de 30% na renda dos trabalhadores nos próximos anos, até que as empresas consigam recompor suas margens de lucro e possam voltar a investir. Esse processo tende a levar cerca de oito anos, pelo menos.

Se a correção de rumos geral da economia e das contas do governo acontecer dentro do previsto – e, há sobradas razões para acreditar que não está saindo como necessário – as empresas se recuperarão e retomaram os investimentos a partir desse prazo.

O crescimento da economia, se voltar nesse meio tempo, será lento e baixo, impedindo a recuperação dos níveis de emprego no curto prazo. Muita gente ficará desempregada por muito tempo. Muitos jovens em busca do primeiro emprego não encontrarão ocupação. E os trabalhadores que conseguirem voltar ao mercado de trabalho terão que aceitar remuneração mais baixa ou ficar sem emprego.

Não existe PT grátis. Ninguém atravessa doze anos de governo petista e reelege o PT para mais quatro anos sem pagar um preço alto por essa escolha. Valendo-se da retórica populista de quem se arvora defensor do social e dos trabalhadores, Lula e Dilma empurraram o povo brasileiro para o pior dos infernos.

A boa notícia é que os ex-presidentes que causaram perdas dessa magnitude aos trabalhadores (Sarney após o fracasso do Cruzado) e FHC (após a desvalorização do Real em 1999), caíram na impopularidade e na impossibilidade de vencer eleições presidenciais por longo prazo. Se o povo aprender a lição, esse poderá ser o destino do PT.


terça-feira, 26 de maio de 2015

A DECOMPOSIÇÃO DO PT É IRREVERSÍVEL

O Augusto Nunes, um dos grandes jornalistas brasileiros atuando na grande imprensa nacional há um bom tempo, dono de um texto excelente, sem dúvida é uma exceção que dignifica a profissão.

Em sua coluna no site de Veja, Augusto Nunes informa que esteve nos últimos dias em pelo menos três Estados da região nordeste, outrora o bastião inexpugnável do PT. Conferiu in loco a decomposição do partido de Lula justamente numa região onde imperava o voto de cabresto. Pelo andar da carruagem a galera da bolsa família continuará valendo-se dos caraminguás oficiais, mas tudo indica que não irá mais corresponder nas urnas.

Se isso acontecer, não deixa de ser algo auspicioso. Afinal, os recursos da ajuda social são bancados justamente pelos cidadãos perseguidos ostensivamente por Lula e seus sequazes. É possível que os beneficiários dessa ajuda emergencial descobriram que terão de permanecer na eterna miséria de forma a manter o PT no poder.

No final das contas, quem financia o monumental sítio de Lula em Atibaia, seu triplex em Guarujá, enfim, a vida de nababo do Apedeuta e sua corrioloa é, por vias tortas, justamente o extrato mais pobre da sociedade brasileira.

Oxalá esteja eu certo nessa interpretação do fenômeno de decomposição do PT. Vamos aguardar as análises que promete o Augusto Nunes. Por enquanto ele apenas deu um pequeno aperitivo. Leiam:

Nos últimos dias, estive no Ceará, na Bahia e em Mato Grosso. Fui forçado a reduzir o ritmo da coluna, mas valeu a pena. O que vi e ouvi transformou em certeza a suspeita que se dissemina pelo país inteiro desde novembro: a acelerada decomposição do PT vai muito além de São Paulo Paulo. E é irreversível.

Tal constatação será analisada mais extensivamente em posts que também examinarão as causas do fenômeno — e, sobretudo, os efeitos provocados na paisagem política brasileira pela brusca antecipação da agonia da seita acampada no poder há mais de 12 anos. Não há esperança de salvação para um PT devastado pela perversa mutação genética que mistura corrupção institucionalizada, incompetência administrativa, cegueira econômica, autoritarismo vigarista, descompromisso com valores morais, intolerância e muita sem-vergonhice. Fora o resto. O partido que ainda ontem pretendia ser o único, quem diria?, logo será um nanico a mais.

Da coluna de Augusto Nunes/Veja

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Pedro Corrêa alveja Lula na CPI

Doleira negocia delação premiada para detonar bancos na Lava Jato, e Pedro Corrêa alveja Lula na CPI

Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

A mídia amestrada praticamente neutralizou ontem um tema da mais alta gravidade levantado ontem pelo depoimento da doleira Nelma Kodama. Ela responsabilizou o modelo de sistema financeiro rentista praticado no Brasil, com a conivência do Banco Central e das instituições financeiras, pelos grandes esquemas de corrupção. Nelma elogiou o juiz Sérgio Moro, que a condenou a 18 anos de prisão, e advertiu que negocia um acordo de "colaboração premiada" no qual vai apresentar provas de como funciona a sacanagem no mercado financeiro.

Muito banqueiro e "investidor" deve estar se borrando de medo. Nelma pode revelar seus nomes, fornecendo provas de como fazia o dinheiro entrar e sair de várias contas em nome de empresas de fachada e laranjas, para que os clientes (donos da grana) não fossem identificados. Nelma operava um sistema conhecido no mundo da doleiragem como “hawala”, que significa “eu confio em você”. O esquema era tão confiável que, quando um doleiro não tinha em dinheiro vivo a quantia pedida pelo cliente, outro doleiro completa a operação, tanto no Brasil como no exterior.

Quem nada teme e ainda tira onda com a cara de todo mundo é Luiz Inácio Lula da Silva. O doleiro Alberto Youssef já tinha dito que Lula sabia de tudo. O presidentro voltou a ser citado ontem pelo ex-deputado Pedro Corrêa - "só não prenderam Lula porque ninguém tem coragem" -, Lula mandou a assessoria de seu Instituto plantar uma nota oficial no Jornal Nacional da Rede Globo, que faz o joguinho de morde-e-assopra com o PT e o desgoverno. William Boner leu: "É uma pena que parte da imprensa brasileira venha tratando bandidos como heróis, quando tais pessoas, segundo a nota, se prestam a acusar, sem provas, os alvos escolhidos pela oposição, e quando se prestam a difamar lideranças que a oposição não conseguiu derrotar nas urnas e que teme enfrentar no futuro".

Pedro Corrêa reafirmou ontem na CPI da Petrobras que Lula fora o padrinho da indicação de Paulo Roberto Costa para o cargo de Diretor de Abastecimento da Petrobras. Corrêa ressalvou que Lula não lhe revelou isto pessoalmente, mas teria dito ao falecido deputado federal José Janene (famoso operador daquele escândalo em esquecimento, o Mensalão). Corrêa avacalhou com Lula: “Qual é a influência hoje dele (Lula), se querem botar ele na cadeia? Agora ninguém tem coragem de botar ele na cadeia. Porque eu tenho certeza que aí sim vai existir o que aconteceu na época do Getúlio (Vargas, ex-presidente) quando ele deu um tiro no peito e o povo saiu para rua com paus, panelas para quebrar tudo. Eu, se tivesse uma bolinha de cristal, certamente não estaria aqui. Mas eu acho, na minha avaliação pessoal de um camarada que está fora da política desde 2006, que a prisão dele seria uma catástrofe para esse País.”

Se Corrêa detonou Lula, a doleira Nelma Kodama, em sua teatralidade, alegou que nunca teve qualquer contato com o PT ou outro partido político. Nelma não teve pena da picaretagem rentista no Brasil: “Qual o maior doleiro: eu, o Banco Central ou as instituições financeiras? Enquanto não tirar o mal pela raiz, que está no sistema, isso não vai acabar. Tudo que o senhor está falando tem a participação do Banco Central, das instituições financeiras, e se as brechas para essa prática não forem encontradas, a corrupção não vai acabar. As instituições financeiras lucram muito com a corrupção. O problema é que o Brasil vive da corrupção. Agora que estourou a Lava Jato, que quebrou-se um dos elos da corrupção, o das empreiteiras, o Brasil vive uma crise econômica".

A grande mídia amestrada tupiniquim minimizou qualquer destaque para os fatos mais graves denunciados por Nelma Kodama: “Eu sou doleira, comprava e vendia moedas no mercado negro. E isso vai constar no termo de colaboração que estou firmando. Eu não via que estava fazendo nada errado. Era como compra e venda de dólares. A operação do doleiro acontece por causa dos impostos envolvidos no pagamento de empresas no exterior. Eu não achava isso errado porque os impostos eram muito altos. Meu desejo é que a CPI possa chegar a uma conclusão, que os culpados sejam culpados e que tudo isso seja mudado".

Nelma Kodama, que ontem ficou mais famosa por ter cantado a música "Amada Amante", do Rei Roberto Carlos, sempre foi conhecida no mercado de câmbio pelo bom humor. Tanto que, nos bons tempos, costumava se proclamar como a “dama do mercado de câmbio”. Investigações da Polícia Federal revelaram que Nelma costumava se comunicar com outros doleiros usando codinomes de atrizes famosas e sensuais de Hollywood, como Angelina Jolie, Cameron Dias e Greta Garbo - que não "acabou em Irajá", mas na cadeia... Agora, se fornecer provas de como atuava com o amado Alberto Youssef e o doleiro Raul Srour, o bicho pode pegar para muito "investidor" de fino trato, para gerentões de grandes bancos e até para dirigentes de instituições financeiras - que terão de rebolar para expor a velha desculpa petista de que "não sabiam de nada"...

Cadáver politicamente insepulto

Alguém se

lembra que, na CPI dos Bingos, em 2006, o doleiro Antonio Claramunt, o Toninho Barcelona, apontou Nelma Kodama como responsável por operações em dólar para o PT na época em que Celso Daniel, assassinado em 2002, era prefeito de Santo André?

Ouvida, na mesma CPI, Nelma negou qualquer tipo de operação irregular, embora sua empresa - Havaí Câmbio e Turismo - operasse a partir do mesmo município de Santo André, no ABC paulista.

O fantasma politicamente insepulto de Celso Daniel assombra a cúpula petista de forma permanente, mas o susto, para sorte da petralhada, nunca se transforma em indiciamento ou processo judicial...

terça-feira, 12 de maio de 2015

BRASÍLIA EM CHAMAS… EDUARDO CUNHA DECLARA GUERRA CONTRA O PROCURADOR RODRIGO JANOT

O pedido do Procurador Geral da República, Rodrigo Janot para que o Gabinete do Presidente da Câmara dos Deputados, Deputado Federal Eduardo Cunha(PMDB/RJ) fosse alvo de ação da Polícia Federal, para “apreender” documentos e hds de computadores caiu como uma bomba no Parlamento Brasileiro. O Ministro Teori Zavaski, silenciosamente autorizou a operação…

Mas para cada ação, uma reação, principalmente quando o “ator” é Eduardo Cunha. Ele já está articulando a convocação de Rodrigo Janot para comparecer a CPI da Petrobrás. Quer a quebra do sigilo telemático e telefônico do Procurador Geral da República… Quer mais: saber “sob juramento” que Janot explique o motivo das visitas secretas feitas a Dilma e Zé Cardoso dias antes de apresentar o pedido de investigação de parlamentares para o STF, e como vazaram informações sob sigilo da Lava-Jato.

VEM CHUMBO GROSSO…

sexta-feira, 8 de maio de 2015

A COVARDIA DE DILMA...




"Mitzy e Lilian pediram uma audiência com Dilma, mas a petista não recebeu as venezuelanas. A Presidência se limitou a enviar uma carta - assinada pelo chefe do gabinete pessoal da presidente, Álvaro Henrique Baggio - em que Dilma "agradece as iniciativas" da dupla e diz que o Brasil "procura incansavelmente uma solução para a crise" da Venezuela. A presidente não explicou por que não recebeu as duas. Segundo um auxiliar direto da petista, um eventual encontro de Dilma com Mitzy e Lilian poderia ser visto como uma "intromissão em assuntos internos" da Venezuela." DILMA ENVERGONHA O BRASIL,uma covarde,amiga e cúmplice de ditadores das américas expõe finalmente o país a sua sanha e de seu partido aos comunistas e ditadores...COVARDIA PURA.

Dilma Rousseff deixa mulheres de presos políticos na mão. 
07/05/2015 às 15:07 \ Blog, Cultura..(Felipe Moura Brasil

Conforme o esperado, Dilma Rousseff amarelou pela quinta vez na semana e não recebeu as venezuelanas Lilian Tintori, mulher do opositor Leopoldo López, e Mitzy Ledezma, mulher do prefeito de Caracas Antonio Ledezma.

Elas vieram ao Brasil pedir ajuda para a libertação de seus maridos, ambos sequestrados e mantidos em cativeiro pela ditadura chavista de Nicolás Maduro, apoiada por Dilma, Lula e PT.

Dilma também ignorou Rosa Orozco, que teve uma filha assassinada durante protesto contra o governo, na capital da Venezuela. A petista repassou a tarefa de receber as três ao Itamaraty, mais especificamente a Clemente Baena Soares, diretor do departamento das Américas. Que fique a lição para as mulheres venezuelanas: não adianta pedir socorro aos cúmplices da ditadura assassina. Bem mais eficaz é denunciar sua cumplicidade...


Relembre aqui no blog:















Professores da Uneb aprovam greve; paralisação começa na quarta

Foto: Reprodução/Aduneb
Em assembleia realizada nesta quinta-feira (7), a Associação de Docentes da Universidade do Estado da Bahia (Aduneb) deflagraram greve da categoria, que conforme o prazo de 72 horas (úteis) estabelecido por lei, começará na próxima quarta-feira (13). 

Na reunião, ocorrida às 13h no teatro do campus I, os professores da instituição decidiram já iniciar a quarta de "portões fechados" e as atividades serão paralisadas por tempo indeterminado. 

A decisão pela greve acontece após encontro do Fórum das Associações Docentes (ADs) da Uneb, Uefs, Uesc e Uesb, na qual as quatro universidades aprovaram a indicação de greve. 

O movimento paredista tem como principal reivindicação o aumento do orçamento das universidades estaduais para, no mínimo, 7% da Receita Líquida de Impostos (RLI).


quinta-feira, 7 de maio de 2015

As 4 dimensões do amor humano

Somente a integração dessas 4 dimensões permite que o amor dure para sempre.

Para construir um casamento duradouro, para manter-se fiel e para ter a certeza de estar dando passos seguros na construção da felicidade, é preciso edificar sobre bases firmes as relações de namoro.

Um dos primeiros erros cometidos de maneira frequente é estabelecer relações sustentadas na simples química cerebral, essa que desperta em nós a atração pela outra pessoa e que, de maneira arriscada, nos faz chamar de “amor” o que ainda não o é.

O enamoramento como tal é apenas a infância do amor e precisa crescer até desaparecer, para ceder seu espaço à escolha livre e ao compromisso duradouro. Por isso, quero compartilhar nesta reflexão as 4 dimensões do amor humano:

1. Todo amor humano tem uma dimensão biológica. As sensações corpóreas, a química cerebral, a atração à primeira vista despertam no organismo, de maneira instintiva, uma forte atração sobre a outra pessoa, fazendo que, de maneira errônea, achemos que amamos quando simplesmente sentimos uma atração pela pessoa.

2. Todo amor humano tem uma dimensão afetiva. Ela se sobrepõe ao primeiro impulso corporal; a descoberta da outra pessoa em seus valores fundamentais nos fazem entender que já não se trata somente de atração física, mas que existem também valores espirituais que nos permitem envolver-nos emocional e afetivamente com ela. Assim, passa-se da atração ao enamoramento. É somente nesta segunda dimensão que o enamoramento surge. Tal enamoramento é simplesmente o desejo de apropriação daquilo de bom que vemos no outro, alimentado pelo desejo de possuí-lo fisicamente mediante a relação sexual.

3. Todo amor humano tem uma dimensão pessoal. Isso, claro, entendendo que somos pessoas, ou seja, seres integrais que não só estabelecem uma relação afetivo-corporal, mas também um vínculo no qual todos os valores humanos, espirituais, emocionais, econômicos e intelectuais nos fazem comprometer-nos com o outro. É só neste momento que surge o compromisso real e o desejo de permanência para sempre.

4. Todo amor humano tem uma dimensão transcendente. Isso significa que somos capazes de compreender que a relação em construção não tem como finalidade somente a entrega mútua e a procriação como fruto dessa entrega, mas que somos chamados juntos à santidade e à transcendência. Trata-se de um amor que não é só intramundano, mas que vai muito além deste mundo, porque tem suas raízes em Deus. Esta dimensão surge quando cada um possui uma relação com Deus séria, íntima e disciplinada.

Quando não se consegue superar as duas primeiras dimensões, então as pessoas ficam presas à dependência mútua e se tornam viciadas uma na outra, buscando simplesmente saciar suas próprias necessidades afetivas, sem conseguir ir além dos sentimentos expressados mediante a genitalidade.

Só a integração dessas 4 dimensões permite que o amor seja para sempre. Pelo contrário, sua desvinculação só traz como consequência a infidelidade, a criação de necessidades e de apropriação do outro, a exploração afetiva dos demais.

Nem na dimensão biológica nem na afetiva podem dar-se a escolha e o compromisso; é necessário ir à dimensão pessoal, à totalidade do que se é como pessoa, como humano, à vinculação da liberdade inteira, à superação do próprio egoísmo, ao despojamento das próprias necessidades afetivas e da exploração ou coisificação do outro, para começar a amar de verdade.

A última das dimensões acrescente um “plus” de sobrenaturalidade, que permite aos (futuros) esposos aprender a amar-se no Senhor. 

Fonte: Aleteia