sábado, 22 de agosto de 2015

Lula agora tenta convencer José Dirceu a se desfiliar do PT.

Lava-Jato


Lula e José Dirceu em 2002, quando eram presidente e ministro, respectivamente
Foto: Gustavo Miranda/22-01-2002

Lula agora tenta convencer José Dirceu a se desfiliar do PT.

Segundo petistas, temor é que investigação sobre o ex-ministro aumente desgaste do partido.

Igreja que recebeu propina para Cunha tem estreitas relações com presidente do Congresso.

Delator da Operação Lava-Jato repassou R$ 250 mil para a Assembleia de Deus, comandada pelo clã Ferreira.

O deputado Eduardo Cunha, presidente da Câmara, chama de "suposição" denúncia por corrupção e lavagem de dinheiro
Foto: André Coelho / Agência O Globo

Cunha e Collor terão 15 dias para se defenderem no STF.

Presidente da Câmara é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

DIÁRIO DO PODER - CLAUDIO HUMBERTO


O presidente do Senado, Renan Calheiros, não esconde a apreensão com desdobramento da Lava Jato. Isso porque o “acordão” denunciado por Eduardo Cunha para “salvar Dilma” passaria pelas mãos de sete procuradores federais responsáveis pelo inquérito, considerados “indomáveis”. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, não tem influência sobre o grupo, formado por técnicos criteriosos da PGR.
Janot é responsável por compilar as denúncias e encaminhá-las ao Supremo. Pode fazer indicações, mas uma interferência causaria motim.
Segundo a denúncia de Eduardo Cunha, Renan só apoia o governo Dilma para se livrar de denúncia do PGR na Operação Lava Jato.
O “acordão” pouparia o presidente do Senado e daria prosseguimento às denúncias contra parlamentares antiDilma, incluindo Eduardo Cunha.
Os deputados peemedebistas andam irritados com a possibilidade do acordão. “Não há acordo sem a Câmara”, diz Danilo Forte (PMDB-CE).
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O governo federal divulga propaganda em todo o Pais na qual trombeteia que em dois anos o “Mais Médicos” atendeu a mais de 63 milhões de brasileiros. Se esse número espantoso, equivalente a quase um terço da população, for dividido pelo número de médicos do programa (14 mil) e pelos dias e horas trabalhadas no período, cada profissional “atendeu” 9.375 pacientes por dia. Um a cada 9 segundos.
O “Mais Médicos” tem sido bem mais vantajoso para a ditadura cubana. Cuba faturou do Brasil, em dois anos, até julho, mais de R$ 4,3 bilhões.
Cuba mantém relação análoga ao trabalho escravo, com seus médicos: eles recebem apenas uma pequena parte do salário de R$ 11 mil.
A Band revelou em março deste ano gravações da trama do governo para mascarar seu objetivo real de financiar a ditadura cubana.
Renan Calheiros (PMDB-AL) articula aliança para nomear Helder Barbalho em um futuro Ministério do Abastecimento (junção da Agricultura com a Pesca), após a reforma ministerial da crise de Dilma. Caso a proposta prospere, Kátia Abreu (PMDB-TO) volta ao Senado.
O senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) comemora a decisão tardia do governo brasileiro de conceder asilo ao senador boliviano Roger Pinto Molina. Ele lamenta o Brasil ter “virado joguete” do regime boliviano.
O pré-candidato à Prefeitura de São Paulo Andrea Matarazzo (PSDB) publicou nas redes sociais um conjunto de normas para seguidores. Não quer ser difamado, ofendido e nem irá tolerar conteúdos inapropriados.
O senador Romero Jucá (PMDB-RR) foi escalado para reestruturar o partido após a denúncia contra Eduardo Cunha, na Lava Jato. A ideia é fortalecer o PMDB do Senado e o relacionamento com a Câmara.
Enquanto o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, entregava a denúncia de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) no Supremo Tribunal Federal, o presidente da Câmara costurava apoio para se segurar no cargo.
Cunha se reuniu, a portas fechadas, com os líderes do PSDB, Carlos Sampaio (SP); do DEM, Mendonça Filho (PE) e do PSC, André Moura (SE). A pauta: blindagem do peemedebista. Todos vão apoiar Cunha.
O ex-ministro Ciro Gomes continua um mestre na arte de só ver o que interessa a ele. Deve ter suas razões para chamar Eduardo Cunha de “pilantra de quinta categoria”, mas disse isso na reunião com Carlos Lupi (que saiu do governo acusado de corrupção) para se filiar ao PDT.
Reconhecido por andar fardado na Câmara, o deputado federal Capitão Augusto (PR-SP) tem sido alvejado pelos ambientalistas da CPI que investiga maus-tratos a animais. Ele é o único que defende rodeios.

... o Brasil cortou 158 mil vagas de trabalho em julho, mas manteve o cargo da responsável pela crise.

21 de ago de 2015

13 SALÁRIO. TRABALHADOR E PT, NADA AVER.

Ministério da Fazenda informou nesta sexta-feira (21) que está propondo o pagamento do adiantamento da primeira parcela do 13º salário dos aposentados e pensionistas em duas parcelas, sendo a primeira delas na folha de setembro e a outra na folha de outubro. A proposta da equipe econômica ainda será encaminhada à presidente Dilma Rousseff.
A folha de setembro é paga no final de setembro e início de outubro. Já a de outubro é paga no fim daquele mês e início de novembro. O 13º engloba 28,2 milhões de benefícios.
Neste ano, devido ao fraco ritmo de atividade na economia, com queda da arrecadação, o governo não conseguiu realizar a antecipação da primeira parcela do 13º salário dos aposentados e pensionistas na folha de agosto, que é paga no fim deste mês e início de setembro. Com isso, rompeu uma tradição que ocorria desde 2006.

ANÔNIMO DISSE:

Os governantes escolhem aqueles que poderão denuncia-los, escolhem também aqueles que poderão investiga-los e por escolhe aqueles que poderão julga-los e condena-los.
Eita democracia porreta!!!

Janot portou-se como advogado de petistas no caso mensalão.

Apesar de maores denúncias contra petistas graudos, como Dilma, Delecídio, Gleisi Hoffmam, Humberto Costa e ainda Edson Lobão, Romero Jucá, Fernando PIMENTEL e outros, o jaburu achou que somente ADVERSÁRIOS de PETISTAS deveriam ser denúnciados.

E aí????
Diante de tamanha CALHORDICE, inominável SAFADEZA clara como as aguas do Caribe o que se pode fazer democraticamente contra um PULHA aboletado num cargo de PODER absoluto????

QQQUem questiona as arbitrariedades da PGR????

Viva a democracia!!!

BRASIL





Cunha em ato da Força Sindical que acontece na manhã desta sexta-feira em São Paulo
Foto: Agência O Globo / Agência O Globo

Um dia após denúncia, Cunha recebe apoio da Força Sindical em SP.

Presidente da Câmara diz que não renunci.

Denúncia do MPF afirma que Cunha usou igreja para receber propina.

Ministério Público pede que presidente da Câmara, acusado de lavagem de dinheiro e corrupção passiva, devolva cerca de R$ 280 milhõe.

Líder do PMDB, Leonardo Picciani (RJ)
Foto: LUCIO BERNARDO JR / Agência Câmara

Em nota, deputados do PMDB defendem Cunha.

Bancada no Senado crê que assunto é problema da Câmara.

Denúncia pede aumento da pena de Cunha por ‘ato de ofício’ em troca de propina.

Investigação da PGR conclui que presidente da Câmara é o autor de requerimentos suspeitos, revelados pelo GLOBO.

InfográficoAs provas contra o presidente da Câmara.

Infográfico mostra como funcionou o esquema, segundo o MPF.

O ministro Teori Zavascki, do STF
Foto: Nelson Jr / STF

Teori promete ser rápido na análise das denúncias.

Denúncia contra Cunha será submetida à votação no plenário do STF.

O senador Fernando Collor
Foto: André Coelho / Agência O Globo

Denunciado, Collor diz que MP faz lances espetaculosos.

Senador chamou ação da procuradoria de ‘festim midiático’.

Dilma: 'Presidência não analisa investigações '

Declaração foi feita antes de denúncia ser enviada ao STF.

PSDB evita julgamento; e Aécio não se manifesta.

Aliado de investigado, presidente do DEM defendeu permanência.
Para ministros, Cunha tentará ‘incendiar’ a Câmara.

DIRETO AO PONTO


O País do Carnaval assombra o mundo com o Movimento Pró-Corrupção.

Nesta quinta-feira, 20 de agosto, o País do Carnaval surpreendeu o mundo com outra brasileirice assombrosa: o Movimento Pró-Corrupção, criado para apoiar a corrupção e a incompetência. Oficialmente, os atos organizados pelo PT, pela CUT, pelo MST e por outras entidades sustentadas por mesadas federais foram concebidos para “defender a democracia do golpe tramado pela oposição”. Conversa de 171, constata o comentário de 1 minuto para o site de VEJA.
Só cretinos fundamentais e portadores de miopia cafajeste conseguem enxergar golpistas nas multidões de democratas que clamam pelo despejo do bando que faz o que pode para liquidar o Brasil. O que a seita lulopetista quer é libertar os josés dirceus, prender juízes como Sérgio Moro, revogar a independência do Ministério Público, eternizar-se no poder e prolongar por tempo indeterminado a crise que Lula pariu e Dilma amamenta; fora o resto.
Se os moradores dos locais incluídos no mapa do cinismo tivessem gritado em coro “olha o camburão!”, as passeatas dos fora da lei acabariam sem ter começado. Como o segundo mandato da presidente que não diz coisa com coisa.

DIRETO AO PONTO


No Aqui entre Nós, Marco Antonio Villa analisa o fiasco da marcha dos pixulecos e a tríplice aliança contra Eduardo Cunha.


CUNHA


O COMEÇO DO FIM DE EDUARDO CUNHA.

Ricardo Noblat
A meteórica ascensão política do carioca Eduardo Consentino Cunha, 57 anos, economista, ex-radialista, será dividida daqui para frente entre AD e DD. Antes da Denúncia do Procurador Geral da República que o alvejará hoje, e Depois da Denúncia.
Antes dela, Eduardo era o todo poderoso presidente da Câmara dos Deputados e um dos caciques do seu partido, o PMDB. Cortejado pelos líderes dos demais partidos, tinha a força para abrir um processo de impeachment contra a presidente da República.
Depois da denúncia, e por mais que proclame sua inocência e que finja tranquilidade, durante algum tempo ele se debaterá como um náufrago que tenta não morrer afogado. Até a ocasião em que assistiremos ao início do seu longo e excitante velório político.
O pernambucano Severino Cavalcanti renunciou à presidência da Câmara e, em seguida, ao mandato por ter recebido um mensalinho de R$ 10 mil pago pelo concessionário de um restaurante. Depois sequer conseguiu se eleger prefeito de João Alfredo, sua cidade.
Eduardo é muito diferente do bronco Severino, eu sei, embora os dois tenham alcançado o terceiro posto mais importante da República como legítimas expressões dos deputados que integram o chamado “baixo clero” da Câmara.
Ocorre que, além do momento político ser outro, a acusação contra Eduardo nada tem a ver com um inocente mensalinho, a levarmos em conta as cifras espantosas desenterradas pela Lava Jato. Eduardo será denunciado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Segundo Rodrigo Janot, procurador-geral da República, ele recebeu 5 milhões de dólares em propina paga pelo empresário Júlio Camargo. É o primeiro de uma longa lista de quase 50 políticos cujos destinos ficarão por conta dos 11 ministros do STF.
Ao saber, ontem, o que o espera, Eduardo garantiu do alto de sua soberba:
- Eu não farei afastamento de nenhuma natureza. Vou continuar no exercício para o qual fui eleito pela maioria da Casa. Estou absolutamente tranquilo e sereno em relação a isso.
Como bom ator, procurou transmitir serenidade. Falou, de preferência, para seu público interno, que ainda não o abandonou, mas também mandou recado para os outros dois especiais endereços da Praça dos Três Poderes, em Brasília – o Planalto e o Supremo.
Por ora, era o que ele poderia fazer. A consistência da denúncia do procurador dará uma ideia da sobrevida a que Eduardo terá direito. Se ela impressionar pelos provas citadas, Eduardo será, pouco a pouco, largado de mão pelos que sempre o apoiaram.
E ao fim e ao cabo, só lhe restará a renúncia.
Eduardo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados (Foto: Divulgação)Eduardo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados.

CUNHA




O ocaso de Cunha.

por Merval Pereira

A partir da denúncia do Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, ao Supremo Tribunal Federal, pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, o que deve acontecer ainda hoje, o deputado Eduardo Cunha passará de todo-poderoso líder político a investigado na Operação Lava-Jato, o que lhe retira boa parte do poder que esbanjava.
A concretização da acusação fragilizará a posição de Cunha, que enfrentará necessariamente um movimento dentro da Câmara pela sua renúncia ao cargo.  Provavelmente ele ainda tem uma maioria que o apóia, mas ficará exposto à execração de um grupo político suprapartidário que tirará de seus atos a legitimidade.
Se como conseqüência de sua denúncia Cunha acelerar o processo de impeachment contra a presidente Dilma, por exemplo, ficará do ato a suspeita de que se trata de uma retaliação pessoal.
Eduardo Cunha tentou nos últimos dias vários movimentos para reverter sua situação e pelo menos retardar o processo contra si, todos infrutíferos. O ministro Teori Zavascki, que é o relator da Operação Lava-Jato no Supremo, não aceitou os argumentos da defesa de Cunha para retirar da Justiça Federal do Paraná a investigação sobre os contratos de navios-sondas pela Petrobras com a Samsung, pelos quais, segundo delação do empresário Júlio Camargo, Cunha teria recebido propina de US$ 5 milhões.
Nesse mesmo processo, Cunha é acusado de ter usado sua influência política para chantagear a Samsung quando a empresa coreana desistiu do negócio. A Procuradoria-Geral da República, investigando o caso, descobriu que saíram do computador da presidência da Câmara textos de projetos que prejudicariam a Samsung, apresentados por uma deputada ligada a ele.
O Procurador-Geral Rodrigo Janot por duas vezes pronunciou-se sobre acusações de Cunha contra a ação de investigação, uma ao Supremo Tribunal Federal e outra à própria Câmara, respondendo a questionamento do deputado do PSOL Chico Alencar.  Nos dois casos, Janot acusou Cunha de usar a Câmara em seu benefício próprio, sendo acionando a Advocacia Geral da União (AGU) ou acusando os Procuradores de terem invadido a privacidade dos 513 deputados federais para investigar Cunha.
Alguns parlamentares já preparam o pedido de investigação de Cunha pelo Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Casa, o que pode, em tese, resultar na perda de seu mandato. O hoje presidente do Senado, Renan Calheiros, já teve que renunciar ao cargo quando uma denúncia contra ele foi levada ao Conselho de Ética. Cunha garante que não renunciará, mas o futuro a Deus pertence.
 Mesmo que o movimento seja incipiente no momento, Cunha hoje está isolado politicamente e é provável que passe a ser um fardo muito pesado para ser carregado por seus aliados, que lhe devem favores mas não lealdade. Sua teoria da conspiração de que o governo, mancomunado com o Procurador-Geral da República, montou toda a denúncia contra ele e protegeu políticos que estão aliados ao governo num “acordão” para salvar a presidente Dilma – referência indireta ao antigo aliado Renan Calheiros – não tem base real nem fôlego para motivar a oposição a apoiá-lo, nem vai emocionar seus aliados.
Tanto ele quanto Calheiros montaram inicialmente uma estratégia de proteção, depois de surgirem na lista de Janot de investigados. Os dois tiveram um ativismo político para protagonizarem as ações no Congresso e se passarem por vítimas caso fossem denunciados. No momento da denúncia, Cunha não tem histórico político para se apresentar como vítima de um governo corrupto, e Renan mudou a aposta, mas não é certo que escapará do Ministério Público.

LAVA-JATO


Denúncia diz que Cunha usou até igreja para receber propina.


Ministério Público pede que presidente da Câmara, acusado de lavagem de dinheiro e corrupção passiva, devolva cerca de R$ 280 milhões por desvios. Senador Fernando Collor de Mello e Solange Almeida, prefeita de Rio Bonito, também foram denunciados por corrupção. 

O CHEFE


Paulo Castelo Branco
O CHEFE DA TORCIDA, O CHEFE DA QUADRILHA E O PALHAÇO.
As manifestações contra o governo oferecem a oportunidade de autoridades se pronunciarem a respeito dos variados temas. Um dos que se destaca é o ministro Edinho Silva, escolhido para arrefecer o ânimo das oposições, com a expressão natural de um ilustre desconhecido da população.
O povo brasileiro mantém na memória as agressivas manifestações de grupos ligados ao Partido dos Trabalhadores que saiam às ruas gritando “FORA TUDO”, “FORA TODOS”, depredando bens públicos e privados, além de agredir fisicamente pessoas interessadas nas privatizações de setores ineficientes e deficitários do Estado. As imagens de pontapés desferidos contra empresários geradores de empregos e pagadores de impostos ainda é viva na mente do povo.
Agora, dirigentes do Partido dos Trabalhadores, no poder há 13 anos, depois de levar o país à bancarrota, em entrevistas apáticas ou arrogantes criticam as manifestações, afirmando que se trata de movimentos da minoria insatisfeita com o governo que, segundo eles, encheu a panela do povo de comida e o livrou da miséria.
Ninguém duvida da inclusão social desenvolvida no período, porém, se houve a inclusão, também ocorreu a descoberta do processo de corrupção que é divulgado diariamente, causando no brasileiro a maior vergonha desde tempos imemoriáveis.
O trabalhador de ontem está se transformando no desempregado de hoje, e sabe que, dentro de poucos meses, deixará de receber os auxílios oficiais por falta de recursos. Além disso, o empréstimo consignado que gerava ilusões nos assalariados e aposentados agora é o lobo-mau que assusta a todos.
A desqualificada afirmação de um dos líderes do governo sobre a fala do sociólogo Fernando Henrique Cardoso – craque em Brasil e em política – é digna de “Comandos Futebolísticos” que enchem os estádios de violência e medo. FHC, um dos chefes da oposição, está torcendo mesmo é para o fim do destrambelhado governo que, na verdade, é, como diria Ulysses Guimarães, um governo que não governa e uma presidente que não preside.
O palhaço, artista de rua, é personagem lembrado por manifestantes que usam  nariz de plástico como símbolo de revolta contra o governo. Recentemente, o palhaço Tico Bonito fazia uma apresentação em um festival infantil em Cascavel, Paraná, e, após críticas políticas e democráticas sobre comportamentos policiais e a atuação do governador Beto Richa, foi preso por desacato à autoridade. É o fim da picada, especialmente por ser em Cascavel.
O governador Beto Richa tem sido vítima de excessos policiais praticados em seu governo. Já foi assim na greve dos professores, e o episódio do palhaço, reforça a impressão de que o país pode prescindir de políticos da seriedade e competência de Richa. O governador , reeleito com expressiva votação, dias após a posse, foi atingido por uma greve legítima, combatida com violência pela polícia. Agora, como procedeu anteriormente, o governador determinou a abertura de inquérito para apurar as responsabilidades das autoridades, ditas desacatadas, e defendeu a liberdade de expressão, considerando que não viu na fala de Tico Bonito qualquer sentido de desacato. É isto que se espera de um governante: meter o dedo na ferida e ser sincero nos seus procedimentos. Não dá para tergiversar e enrolar o povo.
Hoje, com as redes sociais, as imagens são irrefutáveis e publicadas imediatamente. Mentir, esconder, manipular, corromper e não reconhecer erros deixaram de ser simples verbos para se transformar na repulsa dos brasileiros aos seus governantes.
Sobre o chefe da torcida e o palhaço foi fácil discorrer, o difícil é falar sobre o chefe da quadrilha que ninguém sabe quem é, mesmo que inflado.

DIÁRIO DO PODER - CLAUDIO HUMBERTO


O governo comemorou o primeiro passo do acordão para “salvar” Dilma: a denúncia do Procurador-Geral da República contra Eduardo Cunha, presidente da Câmara. A avaliação é de que a crise foi “transferida” para o Congresso. Agora, a estratégia do governo e do PT é insuflar partidos nanicos a pedirem o afastamento de Cunha. Para o governo, o diálogo será reaberto, mas o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PT-PE), garante: ‘não há conversa com o presidente da Câmara dos Deputados’.
A presidente Dilma calcula o possível estrago da estratégia: há temor de grande dificuldade para aprovar projetos e evitar as “pautas-bomba”.
O governo também torce para que a denúncia ao STF obrigue Cunha a deixar o comando da Câmara, abrindo espaço para diálogo com a base.
O governo ordenou atenção especial aos pedidos de impeachment contra Dilma. Ela acredita que Cunha irá “retaliar” após ser denunciado.
Outra grande preocupação do governo são as manifestações: se Cunha tiver apoio popular, seu impedimento no cargo deve cair por terra.
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A crise econômica não tem atrapalhado a farra das diárias no governo Dilma, que consumiu mais de R$ 284 milhões só no primeiro semestre de 2015, sem sinais de diminuição. O Ministério da Saúde domina a lista com os quinze maiores ‘diaristas’, que já embolsaram, em média, R$ 63,5 mil cada. Quase todos são funcionários da Anvisa envolvidos no Aperfeiçoamento do Sistema Único de Saúde, realizado no exterior.
Após a “patota da Anvisa”, o ministro Joaquim Levy (Fazenda), mentor do arrocho fiscal de Dilma, foi quem mais recebeu diárias: R$ 52,5 mil.
O governo pagou diárias a mais de 142,7 mil servidores do Executivo federal. Parece muito, mas são “só” 20% do total de funcionários.
Do total de diárias gastas pelo governo Dilma, mais de R$ 40 milhões são sigilosos, não discriminados, protegidos por “motivo de segurança”.
Denunciado por corrupção na Lava Jato, Eduardo Cunha prepara sua retaliação à presidente Dilma e ao governo: uma equipe de advogados analisa as contas de Dilma, além dos pedidos de impeachment.
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, não vai, por ora, pedir o afastamento de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) da Presidência da Câmara. A avaliação é de que se Cunha for derrotado primeiro no Supremo Tribunal Federal, a condenação deve enfraquecê-lo.
A senadora Marta Suplicy (ex-PT-SP) deve oficializar sua filiação ao PMDB em setembro. Sua entrada no partido inviabiliza a chapa do secretário municipal de Educação, Gabriel Chalita, com Fernando Haddad (PT); coligação criada por Lula para prender o rabo do PMDB
Acendeu o sinal amarelo na oposição, que está dividida em relação a Eduardo Cunha. Para uma minoria, apoiá-lo é sinal de conivência com a corrupção. Outro grupo diz que ele é o melhor caminho contra Dilma.
O governo escalou o ministro Armando Monteiro para acompanhar a CPI do BNDES. Obediente, Armando mandou documento à comissão colocando-se à disposição para fazer os esclarecimentos necessários.
Foi lançada no Congresso a frente parlamentar de defesa da indústria nacional de bebidas. Pequenos produtores querem se proteger do lobby das grandes e das multinacionais. A cachaça agradece.
A agiotagem avança na crise e na falta de autoridade do governo. Em estados como Piauí, virou praga. Empresários pagam cinco vezes mais o que tomaram e seguem devedores. Perdem o dinheiro, o patrimônio e o negócio que tentavam salvar. E a Justiça cada vez mais impotente.
A pressão popular tem surtido efeito no Paraná e vereadores de três cidades cortaram o próprio salário para até R$ 820. Em Jacarezinho, o presidente deixou a Câmara de camburão para não encarar eleitores.

Se a crise foi “transferida ao Congresso”, Dilma agora é deputada ou senadora?

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